Ele viu
o lado escuro da lua
E fugiu
correndo
Em meio a rua
Esquecendo
que a verdade nua e crua
É que ele também
É feito de penumbra
A Alma esconde
segredos, mistérios
A noite há quem
tenha medo
De Revelar
Mas só conhece a
complexidade de amar
Quem aceita
esse lado, se indiscreto
E não mente
Não despreza
Não rejeita
Se surpreende
juntos voam,
E aprendem
Compreensivos
Melhor, no amor
Se entendem
(Repete primeira estrofe)
Camila Dió
(É uma canção- gravei em áudio tb)
@camiladiopoemas
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Adoravam vê-la entre flores
Entre flores então se tinha
Mal sabiam os sabedores
Que não era flor, sim erva-daninha
Gostava desse disfarce
isso bem lhe servia
Talvez fosse mais uma alface
Papel de flor não lhe caberia
Tinha dentro de si uma rudeza
Comuflava cada espinho
Um cacto com certa delicadeza
Que lembrava azevinho?
Talvez uma flor feinha
Dessas meio exóticas,
Esperta como uma fuinha,
Que perspectiva caótica!
Chega de equadramento botânico!
Também nada quer com o mundo animal.
É pessoa despida de metáfora
Então repete teimosamente
Configurando a seguinte anáfora:
De manhã sou gente
À tarde gente
Em noite gente
Exigente!
Camila Dió
(@camiladiopoemas)
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É conhecimento pouco difundido,
que as vírgulas são dotadas de rebelde
identidade.
A verdade é que - não sei quanto as suas
As minhas descarrilham, se soltam das rédeas, abrem a gaiola com o bico
e fazem o que bem entendem.
Camila Dió
(Texto integral no instagram @camiladiopoemas)
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Tanto tempo transcorreu
na velha ampulheta,
que neste corpo
figura outro rosto
na sombra,
outra silhueta.
Camila Dió
(@camiladiopoemas)
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Não me ensinaram e sequer aprendi
A fisgar palavras lançadas ao vento.
Sem destinatário,
Finjo que nem vi
Não sou canário, peixe, pipa
Ou carteiro
Sou dardo certeiro
Não amiga do vigário
Gosto de papo reto
Rejeito fala que faz curva
Indireta que deixa de molho
e a vista turva.
Aqui é olho no olho
Olho no olho admiro
Olho no olho faço estrago ou reparo
Olho no olho não entra cisco
olho no olho me dispo
olho no olho a verdade disparo.
Camila Dió
É apenas um trecho
(@camiladiopoemas)
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Num balanço...
Todos passam por um balanço.
O balanço vem
o balanço vai
esperando
ver
quem fica,
pula ou cai
Há existência contida e
Em cada oscilação a vida
que
Faz refração, exibida
ecoando indiscreta a
mensagem secreta
para todos ser lida:
Apenas
balance!
Camila Dió
(Instagram: camiladiopoemas)
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Parece até estranho!
Uma anomalia!
Um dia normal
hoje
É uma fantasia
Então dá-lhe
Então dê-me
apenas por um
instante
o prazer
da alegria
Contida
num sorriso
num sorvete
numa companhia
Dê-me por favor
em alegoria
pequenas felicidades
Em livros, poemas
Uma doce anestesia.
Camila Dió
(Instagram: @camiladiopoemas)
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Um soco no estômago.
Às vezes tudo de que se carece
é de um metafórico
Mas bem dado
soco na boca do estômago
Desses que exterminam borboletas
Ao sabor ácido das entranhas
Despedaçadas.
Ninguém disse que é fácil
O coração sapateia
em ritmo irregular
Aí sobe a bile
O gosto amarga a língua,
as papilas reclamam.
O corpo, enérgico em calafrios
Em dado momento, na imprecisão
Dos tempos do eu,
Finalmente vem a absolvição
Do fatal baque e de si mesmo
A face lentamente recobra a cor
Paisagens ganham novos sentidos
As águas ficam mais límpidas
O céu mais claro
A neblima desvanece
Os passos continuam deixando pegadas na areia, como sempre.
E você de bagagem na mão,
avança.
Camila Dió
(Instagram: @camiladiopoemas)
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Queria negar:
Esse pulsar mente!
Mas mente e peito
fazem o que se sente.
Camila Dió
(Instagram: @camiladiopoemas)
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É o seguinte, vejo que tem gente que escreve muito bem aqui. Se você tem curiosidade de saber como publicar ou tiver qualquer dúvida quanto ao mercado editorial, sinta-se à vontade para conversar comigo, tá bom?
Abraço
(Instagram: @camiladiopoemas)