lago de prata
Em um banco cinza de concreto Sentado, contemplo o vazio do lago Do cantar das rãs e do brilho dos vagalumes A noite se torna encantadora O silêncio da neblina, toma conta do clima Apagando as árvores no fundo Trazendo seu branco luto Matando as rãs, e o brilho dos vagalumes Alimentando o meu frio A transparência escura do lago Refleti minha escuridão Mais profunda que suas águas E como um copo cheio Que qualquer gota lhe transborda Eu,o lago me afoga
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