Foto de Bruno Candido

Bruno Candido

@BrunoFCandido · desde 2020

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Amor

Ela

Seus olhos são brancos como neve Um toque sensível a sua pele Nas curvas do seu formoso corpo Eu me perco como um carro Desgovernado,sem freio Eu caio, me rendo, deito em seu peito Do seu doce lábio eu quero um pedaço Eu me perco no labirinto de seu sorriso Quero você pra mim Talvez na outra vida Você seja minha, querida

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Morte

o peso do vazio

Mesmo em multidões Eu me sinto isolado Nós cantos me escondo solitário Não consigo demonstrar sorriso Nem verdadeiro nem falso Fico apenas calado...

Lágrimas

Oceano Negro

No fundo abismal Das águas azuis do oceano Habita a escuridão Que reflete o infinito do espaço Nos lugares áridos, jamais pisados por homens Habitam feras e seres desconhecidos Nesse mundo frio e irreconhecível "Conhecemos apenas uma gota, o que desconhecemos... é um oceano"

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Morte

lago de prata

Em um banco cinza de concreto Sentado, contemplo o vazio do lago Do cantar das rãs e do brilho dos vagalumes A noite se torna encantadora O silêncio da neblina, toma conta do clima Apagando as árvores no fundo Trazendo seu branco luto Matando as rãs, e o brilho dos vagalumes Alimentando o meu frio A transparência escura do lago Refleti minha escuridão Mais profunda que suas águas E como um copo cheio Que qualquer gota lhe transborda Eu,o lago me afoga

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o alvorecer da noite

E no brilhar da lua Nasceu em mim a nostalgia De noites passadas Agora na memória guardada O com saudade é lembrada De noites passadas A escuridão nasceu em mim Com nuvens cinzas e raios vermelhos O céu negro desceu sobre meu túmulo De noites de crepúsculo

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Olhos podres

Maldita tentação Que entra na janela E clareia com sua luz Negra a casa Meus olhos me cegam por desejos vil Esfomeado como cão pela tentação Sinto eles pesados e vermelhos de tanto desejo Não sei mais o que fazer Com olhos que me guiam sem eu saber Vontade de arranca-los e pisar em cima

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sonhos

Nos sonhos não temos tempo Ninguém já sonhou com relógios Com números sim Mas nunca em horas Digas, você já sonhou com relógios? Ótimo, somos iguais Antes de dormir Pensamos em dormir Fingimos dormir Mas não dormimos, nesse processo Esperamos um pouco, vem o sono Fechamos os olhos e dormimos Uma bela alta hipnose Toda hipnose é uma alto hipnose Você mesmo se engana....

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Desaparecer

Com a noite bem escura quero me esconder Entre a neve e o orvalho Quero ficar congelado Na bússola ficar Em baixo da agulha Nas marés com neblina Serei o horizonte desconhecido O fundo inexpressivel Dos olhos do mundo Quero ser o invisível Dos livros, serei o místico O arcano da poesia O mistério, das antigas escritas Das culturas já perdidas Sou o esquecido na mente dos evoluídos E dos evoluidos a cegueira dos olhos Quero estar perdido entre o verbal e o não verbal, do muro ser o esquecido cimento Sem rumo na esquerda e na direita Sem o alto e o baixo Apenas, desaperecer desse mundo onde Todos querem se aparecer...

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Lágrimas

......

A chuva esconde minhas lagrimas Molhadas e salgadas Meus olhos vermelhos Pelo cigarro tampado E meu pulmão machucado, com o coração de tristeza imaculado

......

Você esteve ao meu lado esse tempo todo Na mais escura noite.. Eu ainda posso ver a luz, Luar, que me conduz