Ladrão amigo
Sento-me de maneira desconcertada na poltrona suja Contemplo a sala vazia ao meu redor E me pego numa reflexão, Parece que quando tudo está em silêncio Tudo fica pior. Olho para um lado, depois para o outro Buscando respostas encontrar Mas nada encontro, nada escuto Nada parece querer me falar Vivo numa constante que é instável Um pensamento único e diria até que inevitável. Vivo um momento de calmaria, um momento de paz Mas... Será que isso realmente existe? Já não sei mais Olho para os lados tentando entender por que isso acontece E toda a paz e calmaria desaparece Os pensamentos me sufocam E roubam o ar que entra por minha garganta Isso tudo me assusta, me espanta E saio em fuga, sem destino ou direção. Ando por ruas e vielas Passo por multidões Como se eu não estivesse entre elas Um vulto, um fantasma Invisível aos olhos dos demais Atolados com seus problemas pessoais Mas não passo despercebido De relance sou avistado E percebo que estou sendo assaltado Olho para o bandido e lhe peço sem jeito Ladrão amigo, Acabe com o que me tira os sonhos e o ar Mate a dúvida em mim e me dê um tiro no peito. Breno Cesar 09.12.2021
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