Breno Cesar - Corvo @Breno_Cesar

Viharok

Os tons azuis sumiram A penumbra tomou o céu Fagulhas escarlates surgiram, Pouco a pouco Contemplei a belíssima cena E cheguei a me perguntar, Será que sou louco? Não obtive respostas, Mas acompanhei a dança Fagulhas que bailavam no céu Como se fossem crianças Escreviam em meio aos relance Suas próprias histórias E lá estava eu, Preso em minhas memórias. Memórias que... Nem sempre me pertencem As vezes só as vi As vezes só as ouvi Mas estão gravadas em mim Como a da pobre criança Vítima do erros dos país Que agiram de forma ruim Vivem em conflito E isso as vezes me deixa aflito Ver a pobre menina, Tão pequenina No meio dessa guerra sem fim Os país separados Cada um em seu lado da guerra Juntando força aos seu aliados Não percebem que em meio Ao campo minado Há uma criança! Implorando por trégua. Mas essa memória se foi Voltou a ser guardada No grande novelo Que vez ou outra se desenrola E me trás lembranças Como as de agora Recordo-me do campo de girassóis Um vasto campo de flores amarelas Um contraste com flores tão belas No campo havia algo escondido Invisível para muitos Um corpo estendido Para muitos um louco Para outros um desesperado Para mim, um gênio Buscando o seu legado Pintava o céu com os pinceis De um poeta Usava a sutileza, fazia belos quadros E sorria de maneira discreta E o que para muitos era loucura Lhe trazia a mais pura felicidade E fazia o corpo estendido sem vida Ser belíssimo em meio a esta Triste realidade. Mas até as memórias se afastam Quando estronda o trovão Me vi desesperado, Assustado, Perdi o chão O mundo voltou ao normal E aí surgiu a dúvida ideal O céu continuava azul marinho E vi tudo o que vi sozinho E me surgiu o mais sutil pensamento Será que olhei o céu Ou a mim mesmo Neste mísero momento? Não há resposta Mas sinto fagulhas dançarem em mim E talvez, a três frases atrás Este poema merecia o seu fim. Breno Cesar 27.09.2021

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