Culpa
Raios solarem invadem minha janela Tenho a culpa como carcereiro E minha mente como cela. Rabisco as paredes tentando contar Quantos dias faltam? Eu não sei Sequer sei se a sentença um dia irá acabar. Então surge um novo dia Como a comida azeda e fria E me perco em pensamentos Dilemas, dúvidas e tormentos. Mas algo é o pior desta condenação O maldito sentimento de solidão Não há policiais e outros criminosos Se sentir só é dos sentimentos mais perigosos. Qual crime eu cometi? Onde falhei? Onde errei? Como eu cheguei aqui? Gritos silenciosos na imensidão A maldita alto condenação Busco respostas por todo lado E permaneço aqui, parado. Meu coração dói, ele aperta A pior parte é ver a cela aberta E não ter animo para seguir em frente Mas deixo para amanhã, amanhã será diferente. Breno Cesar 15.08.2021
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