AO ETERNO FERNANDO PESSOA
Ó poeta que foste tantos, mas nunca deixaste de ser ninguém, ecoando em versos tantos os mundos que habitam o além. Alberto, Ricardo, Álvaro, fragmentos de um mesmo olhar, vidas forjadas no mármore raro da dor de tanto pensar. Tua alma era um oceano onde naufragavam os dias, e em cada naufrágio insano surgiam novas poesias. Lisboa ainda te guarda nas esquinas da solidão, no vulto de quem se tarda a decifrar tua imensidão. Se foste tantos, foste um só, e nesse um, cabemos todos. Teus versos vivem sem dar nó nos corações de tantos povos. — Ao eterno Pessoa, que fez da vida um mistério e das palavras, eternidade.
Comentários · 1
Nenhum comentário ainda. Entre para ser o primeiro a comentar.