Bel @BelLeva

Paradoxo

Tanto esforço aplicado Para cultivar um amor, Até o peito apertado Aquecer como um cobertor. Esse amor quentinho... Que nasce das palavras de carinho, Das pequenas coisas lembradas, Do dia a dia... O amor que te faz andar distancias, Sorrir sem motivo, Oferecer lembranças, Agradecer por estar vivo... Esse amor... Que devanece, Que se esquece, Nos pequenos atos, Sem perceber... Como uma flor amarela, Ou de qualquer cor, Que demora a florescer, E logo o vento vai levsndo, As pétalas frágeis... Esse amor doído, Que sempre rompe do lado mais fraco. De repente, essa luta vã Chega ao limite, A batalha vencida, Desafios superados... Uma pena, O amor não é um jogo, Mas alguém pode se machucar, De dentro pra fora, E acabar sentada num banco qualquer, De coração partido. Escrevendo poemas sem sentido, Fumando cigarros desesperados, Com medo do silêncio, Com medo do fantasma quase palpável Da indiferênça. Porque sabemos, O amor não deveria doer, Mas sempre dói. Alguém me diga, Por que? Por que ficar? Por que esperar até que machuque? Se já começou a doer.

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