Bel @BelLeva

Tu fazes chover

A tua presença indecisa Hoje já não me afeta. Nem esse teu silêncio terrível. Sempre que apareces, chove Em referência ao teu jeito esnobe Como uma pedra gigante De gelo intransponível que faz chover dentro de mim, Como podes ser tão ruim? Será uma maldade intrínseca? Será uma falta de compromisso Ou só um patético omisso? Eu não o odeio, Embora também não sinto mais Todo aquele sentimento Que arrastava com passo lento Ano após ano Verso atrás de verso, Dor. Tu trazes a neve em pleno verão Teus olhos negativos São como os efeitos de choque térmico No bolo que está no fogão... Murcha... Na minha poesia de amor Tu só cabes onde há tristeza. Entre os alimentos, Tu supostamente és a cebola... Agora sim, eu entendo Tinhas mesmo razão, E eu te faço uma promessa: Nenhum dos meus versos Será triste outra vez Por tua causa Nem pelas tuas camisas pálidas Que combinam exatamente Com a cor da tua alma.

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