Batistone Poetisa @Batistone

A nova Era do Sol(dado) amarelo -poema sobre o livro Vidas Secas

Com palavras secas Secava o chão sob os pés Com a chuva estando ausente O sol se fazia presente, E oferecia de presente mais um período decente Não dá forma que queriam, mas sempre teriam Em 1938, Com palavras secas Veio vidas secas Com a cara nos livros podíamos ver A luta diária de um povo que crê E que luta para sobreviver. Com batalhas atrás de batalhas, Vivenciam guerras internas que muitos não venceriam, E nem ousariam viver. Fechado para dentro de si Com pensamentos acumulados e palavras engasgadas em sua garganta O nordestino nos faz imaginar e compreender a sua desilusão, Com muita ação e reflexão. A aflição e a inquietação persiste Não desiste! A vida é árdua, a vida é seca Mas não deixe de persistir Há uma família, há milhões de famílias, Que precisam ser ouvidas Diante do sol quente, que todos os dias se faz presente É onisciente! Escreva, Que nós leitores entenda, Há importância em cantos do mundo, em campos , e em vidas distintas das nossas. Não deixemos guardados em um baú de histórias. O soldado amarelo no chão de terra O soldado amarelo dando vida "a nova era". Quem disse que foi passado? E quem prova o contrário? Ele existe nos tempos de hoje, Dando voz aos merecedores? Não, dando voz ao totalitarismo Que humilha e rebaixa os que deviam ser vistos. Tirando o direito dos justos, Colocando uma máscara de ingratidão em suas cabeças, Não caiam nessa, não adoeçam. As variadas fases vistas como contos, Aleatoriamente podem ser contadas, E tiradas de seu contexto. Leve a sério esse texto! É de representatividade que precisam, É de valor e água que necessitam! É da agricultura que vivem, É da natureza que precisam e vocês tiram! O fim da trama É o seu maior drama Quem dera fosse uma peça E tudo teria um fim, Mas o final dessa realidade, talvez nunca acabe. Mas Graciliano nunca disse, enfim.

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