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Batistone Poetisa

@Batistone · desde 2020

sou a poeta que não resiste a uma bela crítica social e um poema sobre corações partidos.

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Amor

As Marias e um alguém

Minhas estrelas favoritas sempre foram Três Marias Ficava por tanto tempo as olhando Que perdia a noção da hora e da realidade Trás de volta essa saudade A saudade de querer você sempre por perto De braços abertos De estar e voar entre as nuvens com você durante os sonhos Sempre compondo Respirando palavras ao invés de ar, gritando poemas ao invés de me acanhar As três Marias e ela Eram as mais brilhantes estrelas do universo que era meu peito Sempre tirando proveito O esboço na folha de papel do rosto Os versos soltos na última folha de um caderno novo Nada mais fez sentido após o final da história O dia amanheceu, o sol enriqueceu Não era para ser o final, aquele ponto não deveria estar ali Quem ousou terminar a minha história de amor? Por mais que estejamos em um momento sofredor As lágrimas secaram, e o peito não dói Reconstrói. Depois do brilho daquela estrela ser compartilhado com outro ser Ninguém mais crê Desistiram do sentimento Mas que grande arrependimento. As três Marias e ela... Ensaiei diante das Marias, tudo aquilo que falaria Eu não queria mais estar presente, infelizmente. Ela também sumiu tão de repente. Tudo acabou naquele momento, A estrela brilhava para outro universo Que não era o meu Hoje.... As Marias se tornaram apenas as Marias e mais um alguém Não se sabe mais quem.

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Os 13 anjos do menino de rua

Há 13 anjos descendo do céu iluminado Há um pequeno Messias deitado no chão Perdendo sua respiração Ninguém tem ação diante da situação Há 13 anjos descendo do céu... Apresento-lhes Messias da Silva Mais um Silva jogado nas ruas da favela de SP Mais um Silva com seu valor arrancado Alguém o quis ajudar Mas adivinha? O hospital mandou esperar O gigante falso Messias diz não ser problema da sociedade Não pode fazer milagres... Mas não era o senhor o dono da Bondade? Só mais um Silva na multidão Mal sabem eles que ele era a Salvação. A prova de amor e compaixão A solidariedade da sociedade que precisava sair da guerra da infecção Quanta exaustão... Os 13 anjos o levaram desse caos Em meio a sua viagem astral de dimensões O pequeno Messias viu a solução Viu o fim se aproximar...não de sua vida, mas do sofrimento do mundo As câmeras apontadas para seu corpo fizeram todos enxergarem a verdadeira solidão e tragédia Olhem só...uma criança que poderia ter sido salva dessa guerra O mal veio para fazer com que o mundo enxergue pela primeira vez que o amor é o caminho Eu vejo o fim... Eu vejo os 13 anjos do menino de rua subirem novamente E o pequeno Messias com a mensagem de fé e compaixão para o nosso mundo cheio de preocupação Subindo com seus novos companheiros Mais perdido que Adão Será que a poesia te fez entender o problema com exatidão? Metáforas podem ser mais fortes do que parecem Rezem.. Veja o fim, tenha fé, a União irá salvar o mundo, acredite E inspire.

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A nova Era do Sol(dado) amarelo -poema sobre o livro Vidas Secas

Com palavras secas Secava o chão sob os pés Com a chuva estando ausente O sol se fazia presente, E oferecia de presente mais um período decente Não dá forma que queriam, mas sempre teriam Em 1938, Com palavras secas Veio vidas secas Com a cara nos livros podíamos ver A luta diária de um povo que crê E que luta para sobreviver. Com batalhas atrás de batalhas, Vivenciam guerras internas que muitos não venceriam, E nem ousariam viver. Fechado para dentro de si Com pensamentos acumulados e palavras engasgadas em sua garganta O nordestino nos faz imaginar e compreender a sua desilusão, Com muita ação e reflexão. A aflição e a inquietação persiste Não desiste! A vida é árdua, a vida é seca Mas não deixe de persistir Há uma família, há milhões de famílias, Que precisam ser ouvidas Diante do sol quente, que todos os dias se faz presente É onisciente! Escreva, Que nós leitores entenda, Há importância em cantos do mundo, em campos , e em vidas distintas das nossas. Não deixemos guardados em um baú de histórias. O soldado amarelo no chão de terra O soldado amarelo dando vida "a nova era". Quem disse que foi passado? E quem prova o contrário? Ele existe nos tempos de hoje, Dando voz aos merecedores? Não, dando voz ao totalitarismo Que humilha e rebaixa os que deviam ser vistos. Tirando o direito dos justos, Colocando uma máscara de ingratidão em suas cabeças, Não caiam nessa, não adoeçam. As variadas fases vistas como contos, Aleatoriamente podem ser contadas, E tiradas de seu contexto. Leve a sério esse texto! É de representatividade que precisam, É de valor e água que necessitam! É da agricultura que vivem, É da natureza que precisam e vocês tiram! O fim da trama É o seu maior drama Quem dera fosse uma peça E tudo teria um fim, Mas o final dessa realidade, talvez nunca acabe. Mas Graciliano nunca disse, enfim.

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Humanidade

A cegueira do século

Vamos fazer um poema daqueles que citam diversos problemas, Vamos dizer aos políticos, que damos todos ouvidos As palavras sobre os pobres que viram piadas "nobres". A cada lágrima de um "invisível", um sorriso é dado pelo "invencível". Vamos xingar indignados os que envenenam a vida, [as pessoas vividas. A cegueira é a doença do século, A pobreza, a realidade A cegueira é a doença do bens sucedidos Mas é imune, aos perdidos. Através daqueles que ganham a vida ensinando seres humanos, Veio a geração dos olhos abertos, da voz alta, da não aceitação Da indignação. Através daqueles que nos ensinam desde Aristóteles, até mesmo a própria cidadania Ganham a vida, dando valor a nossa partida. Um olhar crítico que nada parecia nítido, O segredo dos corpos, O segredo dos esquecidos. Olhe o oculto diante de você, Observe as almas bonitas que fingem não ver. A igualdade está longe de realmente acontecer, Veja você mesmo, se não crê. Das mansões, aos que vivem nas calçadas, dos engenheiros, aos que recolhem o lixo das cidades, Dos opressores, Aos que sentem as piores dores. Sente-se, vamos conversar sobre o que você viu, durante uma caminhada pelas regiões mais pobres do Brasil. E então me diga, Será que chorou rios?

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