Minhas estrelas favoritas sempre foram Três Marias
Ficava por tanto tempo as olhando
Que perdia a noção da hora e da realidade
Trás de volta essa saudade
A saudade de querer você sempre por perto
De braços abertos
De estar e voar entre as nuvens com você durante os sonhos
Sempre compondo
Respirando palavras ao invés de ar, gritando poemas ao invés de me acanhar
As três Marias e ela
Eram as mais brilhantes estrelas do universo que era meu peito
Sempre tirando proveito
O esboço na folha de papel do rosto
Os versos soltos na última folha de um caderno novo
Nada mais fez sentido após o final da história
O dia amanheceu, o sol enriqueceu
Não era para ser o final, aquele ponto não deveria estar ali
Quem ousou terminar a minha história de amor?
Por mais que estejamos em um momento sofredor
As lágrimas secaram, e o peito não dói
Reconstrói.
Depois do brilho daquela estrela ser compartilhado com outro ser
Ninguém mais crê
Desistiram do sentimento
Mas que grande arrependimento.
As três Marias e ela...
Ensaiei diante das Marias, tudo aquilo que falaria
Eu não queria mais estar presente, infelizmente.
Ela também sumiu tão de repente.
Tudo acabou naquele momento,
A estrela brilhava para outro universo
Que não era o meu
Hoje....
As Marias se tornaram apenas as Marias e mais um alguém
Não se sabe mais quem.
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Há 13 anjos descendo do céu iluminado
Há um pequeno Messias deitado no chão
Perdendo sua respiração
Ninguém tem ação diante da situação
Há 13 anjos descendo do céu...
Apresento-lhes Messias da Silva
Mais um Silva jogado nas ruas da favela de SP
Mais um Silva com seu valor arrancado
Alguém o quis ajudar
Mas adivinha?
O hospital mandou esperar
O gigante falso Messias diz não ser problema da sociedade
Não pode fazer milagres...
Mas não era o senhor o dono da Bondade?
Só mais um Silva na multidão
Mal sabem eles que ele era a Salvação.
A prova de amor e compaixão
A solidariedade da sociedade que precisava sair da guerra da infecção
Quanta exaustão...
Os 13 anjos o levaram desse caos
Em meio a sua viagem astral de dimensões
O pequeno Messias viu a solução
Viu o fim se aproximar...não de sua vida, mas do sofrimento do mundo
As câmeras apontadas para seu corpo fizeram todos enxergarem a verdadeira solidão e tragédia
Olhem só...uma criança que poderia ter sido salva dessa guerra
O mal veio para fazer com que o mundo enxergue pela primeira vez que o amor é o caminho
Eu vejo o fim...
Eu vejo os 13 anjos do menino de rua subirem novamente
E o pequeno Messias com a mensagem de fé e compaixão para o nosso mundo cheio de preocupação
Subindo com seus novos companheiros
Mais perdido que Adão
Será que a poesia te fez entender o problema com exatidão?
Metáforas podem ser mais fortes do que parecem
Rezem..
Veja o fim, tenha fé, a União irá salvar o mundo, acredite
E inspire.
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Com palavras secas
Secava o chão sob os pés
Com a chuva estando ausente
O sol se fazia presente,
E oferecia de presente mais um período decente
Não dá forma que queriam, mas sempre teriam
Em 1938, Com palavras secas
Veio vidas secas
Com a cara nos livros podíamos ver
A luta diária de um povo que crê
E que luta para sobreviver.
Com batalhas atrás de batalhas,
Vivenciam guerras internas que muitos não venceriam,
E nem ousariam viver.
Fechado para dentro de si
Com pensamentos acumulados e palavras engasgadas em sua garganta
O nordestino nos faz imaginar e compreender a sua desilusão,
Com muita ação e reflexão.
A aflição e a inquietação persiste
Não desiste!
A vida é árdua, a vida é seca
Mas não deixe de persistir
Há uma família, há milhões de famílias,
Que precisam ser ouvidas
Diante do sol quente, que todos os dias se faz presente
É onisciente!
Escreva,
Que nós leitores entenda,
Há importância em cantos do mundo, em campos , e em vidas distintas das nossas.
Não deixemos guardados em um baú de histórias.
O soldado amarelo no chão de terra
O soldado amarelo dando vida "a nova era".
Quem disse que foi passado?
E quem prova o contrário?
Ele existe nos tempos de hoje,
Dando voz aos merecedores?
Não, dando voz ao totalitarismo
Que humilha e rebaixa os que deviam ser vistos.
Tirando o direito dos justos,
Colocando uma máscara de ingratidão em suas cabeças,
Não caiam nessa, não adoeçam.
As variadas fases vistas como contos,
Aleatoriamente podem ser contadas,
E tiradas de seu contexto.
Leve a sério esse texto!
É de representatividade que precisam,
É de valor e água que necessitam!
É da agricultura que vivem,
É da natureza que precisam e vocês tiram!
O fim da trama
É o seu maior drama
Quem dera fosse uma peça
E tudo teria um fim,
Mas o final dessa realidade, talvez nunca acabe.
Mas Graciliano nunca disse, enfim.
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Vamos fazer um poema
daqueles que citam diversos problemas,
Vamos dizer aos políticos,
que damos todos ouvidos
As palavras sobre os pobres
que viram piadas "nobres".
A cada lágrima de um "invisível",
um sorriso é dado pelo "invencível".
Vamos xingar indignados
os que envenenam a vida,
[as pessoas vividas.
A cegueira é a doença do século,
A pobreza, a realidade
A cegueira é a doença do bens sucedidos
Mas é imune, aos perdidos.
Através daqueles que ganham a vida
ensinando seres humanos,
Veio a geração dos olhos abertos, da voz alta, da não aceitação
Da indignação.
Através daqueles que nos ensinam
desde Aristóteles, até mesmo a própria cidadania
Ganham a vida,
dando valor a nossa partida.
Um olhar crítico
que nada parecia nítido,
O segredo dos corpos,
O segredo dos esquecidos.
Olhe o oculto diante de você,
Observe as almas bonitas
que fingem não ver.
A igualdade está longe de realmente acontecer,
Veja você mesmo,
se não crê.
Das mansões, aos que vivem nas calçadas,
dos engenheiros, aos que recolhem o lixo das cidades,
Dos opressores,
Aos que sentem as piores dores.
Sente-se,
vamos conversar sobre o que você viu,
durante uma caminhada pelas regiões mais pobres do Brasil.
E então me diga,
Será que chorou rios?
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