Sentença de si mesma
Erguemos o "não desistir" como uma bandeira, Mas, às vezes, ela é apenas o pano que limpa o chão onde o outro pisa. Você chama de persistência o que, no fundo, é um cerco, Onde você é a prisioneira e o carrasco ao mesmo tempo. O amor que aceita o silêncio punitivo como resposta Não é sagrado, é um sacrifício inútil. Pois não existe glória em manter-se inteira por fora Enquanto, por dentro, você se fragmenta para caber no desdém de alguém. É preciso encarar o espelho e entender a dura verdade: Quem ama não desiste, sim, é o que dizem os livros, Mas quem se ama não se deixa destruir, é o que dita a vida. Pois se para manter o outro ao seu lado Você precisa aceitar a irrelevância e o desprezo, O que você está salvando não é um encontro, É apenas a sua própria ruína.
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