Morte
Se a vida é uma doce viagem A morte é uma amarga chegada Caminhamos tanto... Ao fim morremos na estrada Um passo para o invisível Carne e ossos ficarão Todo instante é imprevisível Nosso destino é o caixão Não temos porto seguro Nem seguro de vida Quando a conta chega Não têm mais saída Preso no espaço ficaremos Voaremos para outra dimensão Seremos eternos andarilhos Em uma mais nova versão Se existe céu ou inferno É impossível descobrir Pois Deus não te responde E o Diabo só te sorri Almas que ficarão nuas Seus bens serão confiscados Os entes queridos choram Mas nenhum quer morrer ao seu lado Os anos continuam passando As lembranças permeiam Nada é para sempre Nem o nosso inescrupuloso apego Desta vida não levaremos nada É em vão lamentar-se Se morres hoje ou amanhã O seu destino é o impasse
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