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Jujubas

@Atara_Dan · desde 2020

Trago flores, espinhos alguns beijos e traições. "That's a loge story." @jubs_ble

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Sanidade

Cara- essa é a coisa mais idiota que eu já senti

Eu sei exatamente o que esperar de você, de você, especificamente. Não há nada que não tenha visto antes, eu o conheço: suas mentiras; manipulação; mais mentiras. eu o conheço. já os outros se fizeram completos estranhos para mim. Eu não os conheço e não confio em nenhum deles. mas eu o conheço. e me agarrar à todas as suas inconstâncias e delitos e mentiras, me parece um caminho menos obscuro diante dos meus olhos, porquê... eu o conheço. sei o que esperar, sei o que não esperar de sua conduta. quanto aos outros, prefiro não pensar a respeito.

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No Fim Do Túneo

Essa luz que te guia e te conduz agora, um dia me capturou os olhos e o peito, também. E eu a segui, eu a amei, a adorei como a única coisa que me importava no mundo, ela era a única coisa que me importava no mundo, até te conhecer e perceber que você estava tão perdido quanto eu. E eu te segui, eu te amei, te adorei como se fosse a única coisa que me importava no mundo - você era a única coisa que me importava no mundo e aí, ela te pegou de jeito. Ela se foi e você foi atrás dela. Eu fiquei aqui, atrás da minha sombra, dos meus olhos, do meu peito. Eu perdi a minha sombra numa paixão - a luz a tirou de mim. Mas minha esperança foi levada por ti. Só por ti.

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Cartas Que Eu Nunca Pensaria Em Enviar Em Vida

Sr. D., Antes de tudo, saiba que exitei muito em escrever-lhe. Imaginei por diversas vezes a expressão em seu rosto assim que soubesse que fui eu, de novo. Tentando trazê-lo de volta ao meu dia a dia, tentando me levar de volta à sua vida. Acredito piamente que o passado deve ficar no passado, mas o tenho carregado comigo de tempos em tempos, e de tempos em tempos o tento escrever. Você sabe que nunca fui boa em expressar sentimentos, mas tenho tentado. Tenho tentado e falhado em justificar meus atos e incitações contra nossa amizade no passado. Um passado tão distante... tão presente em minha memória. Sei que errei. E me arrependo. Você não faz ideia do quanto penso em você. Você sabe que não tenho dormido direito e já faz alguns meses. Seus bilhetes noturnos têm me ajudado a passar por isso. E é bom saber que não se esqueceu de mim. Apesar de doer em algum órgão que ainda não consigo distinguir. Pensar em você acelera tudo diante de mim - o que me entristece, de todas as formas, pois existimos apenas no passado e não há lugar para nós, além dali. Eu espero o sol pensando em você. E quando ele vem, e ele me cobre e me ilumina, machuca meus olhinhos sensíveis, eu faço um esforço para não chorar. Sinto sua falta. Não sabe como sinto sua falta. Não há muito o que dizer além disso, além do óbvio: sinto sua falta. É provável que eu continue a mandar estas cartas, você sabe, já que fico sem nada para fazer durante a noite. Espero que não se incomode. Espero que eu não lhe incomode. Espero, sinceramente, que não leia uma palavra sequer - ao menos não a partir deste horário, pois é quando nascem as más ideias e as piores execuções. Sempre fui egoísta. Não me defenda das minhas convicções, eu sei do que estou falando. Não quero machucá-lo, de novo. Mas preciso de você. Enfim, nós dois sabemos que no fundo, lhe escrevo, mas por mim. Com amor, Lorena.

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Noturnos

De todas as escolhas erradas que eu já fiz: de longe, a pior delas, foi, me convencer a acreditar que aquela era a escolha certa.

Noturnos

Sinto-me tão, incondicionalmente sozinha. Para quê dormiria essa noite? Descanso a cabeça no travesseiro: minha cama se fez um leito; estou padecendo sobre ela e não há ninguém por perto para lamentar minha partida, nem chorar por mim. Para quê dormiria essa noite? Sinto-me tão incondicionalmente sozinha. A diferença é que agora, sei disso, sei que estou sozinha e morrerei em paz, me conformando, me decompondo... Para quê dormiria essa noite? Amanhã, acordarei renovada pelos raios de sol banhando a minha pele, abrirei os olhos, levantarei do leito e saberei, eu me sentiria tão... incondicionalmente, novamente, como que pela primeira vez descoberto: Ainda estou sozinha.

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Sanidade

Noturnos

Eu morri e voltei para me assombrar.

Serenidade

Bom dia

Eu quero ser fútil. Voltar para casa depois de sair e comprar pão e leite frescos para o café da manhã seguinte; deitar no meu sofá-cama e abrir a TV numa série adolescente qualquer que me segure até que a pipoca e o brigadeiro fiquem prontos; ligar para o meu ex e dizer: ei, não pensei em você essa noite!; dormir com as luzes acesas e acordar sem pressa para levantar... porque não há nada no mundo lá fora que me interesse, afinal. Viva a futilidade! Já que não há nada de interessante, lá fora, mesmo.

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Rito

Nossos Ossos

Eu me ergui sobre os ossos dos meus antepassados, e jurei pelo sangue do meu sangue, ser enterrada a seu lado para carregar nossos fantasmas, tantos sonhos perdidos, amores nunca declarados... Eu sou a soma do que foram para mim um dia e sou a subtração dos demônios que um dia me tentaram induzir a crer que eu pertencia para além, que os cadáveres dos meus avós não chacoalhavam pela minha presença, por tanto me esperar. Um deserto se fez sob os meus pés e uma tempestade de areia me cegou para que finalmente eu me pusesse a ver que, sim, eu não estava assim tão longe de encontrá-los. Não importa o quanto já andei. Não importa o quanto eu tenha andado. (As cinzas do meu pai me repreendem até agora!) Me contento a respeito de tudo que vivi até aqui pois sei que meu fim se aproxima e que me sente a cada passo que dou em sua direção. (Não importa o quanto já andei) Em breve estarei em casa. Eu serei uma casa. E sobre mim - sobre nós -, impérios se erguerão, impérios caírão, em meio a tempestade de areia.

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Sanidade

Flores

E para minha surpresa, depois de tanto tempo longe de casa, eu me encontrei no mesmo lugar, fincada, quase que enterrada firme - numa terra fértil -, cercada por tudo que a mãe natureza julgou ser do meu agrado, num dia de primavera... onde me vi pela última vez. Mas a beleza que capturou a essência da minha alma foi a mesma que encarceirou meu corpo e escravizou meu espírito, consigo, impiedosamente. Fui iludida pelo que os meus olhos podiam ver - tudo a minha volta, tudo abaixo de mim: eu me perdi mais uma vez. (Espero eu que seja isso, só pelo deslumbrar de me encontrar um dia, no mesmo lugar, onde me vi... pela última vez.)

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