Entrelinhas entre linhas
meu maior medo me matou, me mastigou Era efêmero e elegante, era estranho Vi você viajar vendo violentas Admirando-as atipicamente até alumiar Lentamente lia luares longínquos Ora odioso, ora omisso, ousei observar Rainhas, reis, repudiávamos rigorosamente Intensos, indecifráveis, instáveis Zero zelo, zarpamos, zombou zunindo E eu erguendo engenharias e enaltecendo-te Por puro prazer pretensioso pairou Onde ocultaste? Onde omitiste? Rasgou-o? Refletiu rancor, raiva ruminante Fugiu fazendo falsas faces fervorosas Amou-me, antagonizou-me afagando a ardência Violando véus volúveis, viu-se vilã Opero ondas ociosas, oceanos obsoletos Ruínas, restaram reles rascunhos rasgados.
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