meu maior medo me matou, me mastigou
Era efêmero e elegante, era estranho
Vi você viajar vendo violentas
Admirando-as atipicamente até alumiar
Lentamente lia luares longínquos
Ora odioso, ora omisso, ousei observar
Rainhas, reis, repudiávamos rigorosamente
Intensos, indecifráveis, instáveis
Zero zelo, zarpamos, zombou zunindo
E eu erguendo engenharias e enaltecendo-te
Por puro prazer pretensioso pairou
Onde ocultaste? Onde omitiste?
Rasgou-o? Refletiu rancor, raiva ruminante
Fugiu fazendo falsas faces fervorosas
Amou-me, antagonizou-me afagando a ardência
Violando véus volúveis, viu-se vilã
Opero ondas ociosas, oceanos obsoletos
Ruínas, restaram reles rascunhos rasgados.
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Há quanto tempo eu não escrevo
A quanto tempo eu não grito
A quanto tempo tudo tem cheiro
Aroma de desespero
A vida tá embaçada pra caramba
Não queria pedir desculpas e
Tenha certeza, não vou
Quero que tudo se exploda
Igual meus sentimentos explodiram
Uma pena você não ter gostado
E se viermos a nos vermos de novo
Tenha certeza de uma coisa
Não vai ser triste nem doerá
Eu irei sorrir e te dizer
Seja feliz com aquele melhor que eu
Já abandonei meus ideais de ser melhor
Só quero viver sem expectativas
Faz silêncio e segue sua vida
Pois a minha tá embaçada pra continuar
Se passar tempo demais eu vou só me eliminar
Este é o último parágrafo disso
Se leu até aqui parabéns, perdeu tempo
Poesia não é meu forte e nem tento
Então vai se forçar a me ver falhar
Se quer rir, leia, será idiota da sua parte
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Ases são necessários
Temo perder tal controle
Meu mundo, minhas regras
Você aceitou elas, e as quebra
Desobedece meu ego
Faz de mim brinquedo
Eu irei ruir em teu olhar
Fragmentar em teu sorriso
Fugir do teu pensar
Pesa não dominar a nós
Fazer isso menos doloroso
Me privar de sentir isso
Odeio não ter certeza
Odeio a falta de clareza
Lotado és de tal esperteza
Você é cruel, eu também
Martírios e algozes
Somos criados para machucar
Sim, não, talvez, e se
Escolha suas armas e lute
O amor ou o ódio prevalecerão?
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Eu custo à dormir
Luto pra sumir
Mas temo fugir
Eu, corri
Sim, Sumi
Desaparecer, queria
Oi, curto e direto
Sem coragem
Distante
Só, vozes, muitas
Você me acalma...
Isso assusta, muito
Sabe, dói amar
Mas, se é amor
Não deveria doer né?
Talvez, não, jamais
Isto não é loucura
É, mal feito, né?
Respiro, suspira, ar
Denso, pavor
Também Teme?
E, se, for, bom?
Vai ficar comigo?
Vai tentar amar?
Sim? Não.
Talvez? Não.
Quero? Não.
Temo, teu falar
Essas palavras matam
os sonhos que tenho
Mas, e se, talvez...
Como eu suportaria?
Eu consigo, certo?
Diria com medo
Pra tudo, sim
Mas seria verdade?
Vai saber, você
E, eu...
Irreal, mas desejável
O peito faltou ar
Não consigo falar
Ainda sim, amo-te...
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Eu sou seu
Amor ?
Você é minha
Paixão
Juntos deveríamos
Sorrir?
Enquanto nós sentiamos
Dor
Como nós nos
Amávamos?
Eu pedi essa
Relação
Tentei suportar tal
Rachadura
Nos fizemos assim
Prisioneiros
De nossa relação
Mentirosa
Tentando resistir ao
Amor
Tanto quanto quebra
Dolorosamente
Nós reconstruímos do
Zero
Sem chances certas
Oro
Por nós eu
Grito
Deus, eu peço
Piedade
Nossa relação é
Distorcida
Igual minha mente
Apodrecida
Com sentimentos destruídos
Fugi
Nós tinhamos dim
Medos
Oque nos impedia?
Nós
Havia mais amor
Não
Quebrado entre esses
Cacos
Fragmentos iluminados pela
Emoção
Irei pedir perdão?
Nunca
Eu aceitei finalizar
Assim
Meu ser horrível
Decapita
Nossa vida unida
Morre
Adeus queria dizer
Mas
Matei em versos
Invisíveis
Um falso amor
Discutível
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Eu senti medo
Da rejeição
De ouvir um não
De ver você sumir
De saber que não era visto
Eu fugi
Para meus pensamentos
Longe de algo real
Apenas por ter receio
De perder o falso brilho
Que imaginei de ti.
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Ei, caso amanhã eu não vá a escola não fica triste, ok?
Ei, caso amanhã eu não vá ao trabalho, não se esforce demais, ok?
Ei caso amanhã, você não sorria, lembra das minhas piadas, ok?
Ei caso amanhã, seja cansativo, não se lembre de mim, ok?
Ei, caso chegue amanhã, não se culpe, ok?
Caso chegue amanhã, não precisa fazer o jantar para dois ok?
Caso leia isso amanhã, por medo da escrita, não chore ok?
Caso amanhã eu esteja em outro lugar, estarei bem, ok?
Caso chegue amanhã para vocês, estarei lá, esperando no ontem onde fiquei, ok?
Caso chegue amanhã, será um dia lindo, então guardem as lágrimas, ok?
Caso chegue amanhã, a noite vai ser confortável, então não fique sem dormir, ok?
Caso chegue amanhã, não poderei dormir, mas espero que o faça por mim, ok?
E ainda que não deseje o amanhã, aguarde ele vir, vai ser melhor pra ti, ok?
E mais ainda pra ti, que se culpa demais, não me carregue nas costas, deixe-me ir, ok?
Ainda que, hoje não seja amanhã, eu te amei ontem, hoje e te amaria amanhã também, ok?
Ainda que chegue o amanhã e tudo parecer sem sentido, apenas viva, por nós, ok?
E, ainda que eu não esteja aqui amanhã, saiba que, não foi fácil esperar a melhora, ok?
E, depois de tudo, eu sei que caso chegue amanhã, não vai estar tudo ok
Caso amanhã, você possa dizer que viveu ontem por completo, eu te agradecerei, pois na metade fiquei, ok?
Perdão por tal repetição, é que me parte o coração, os deixar é pesado, ok?
Caso amanhã não haja um bom dia, com antecedência vos digo, tenham um ótimo dia.
Depois de tudo, não me resta nada, mas lembrem-se desta despedida
Caso amanhã não me surja um novo dia, queimarei por os abandonar apenas pela minha simples dor
Mas tenham certeza, isto me parte com clareza, partirei tendo a certeza, de que caso amanhã...
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É vazio, simples demais
Ei, me escuta merda
Já não dá mais pra ficar aqui
Essa porcaria de lugar vai ruir
Porque você insiste em amar?
Porque não desiste e nos deixa descansar?
Me fala porque? É só ir
Some daqui e me deixa só
Não suporto te ver respirar
O teu calor me enoja
Tua face é inversa
Tua alma retorcida é pavorosa
Vamos, eu me vejo aí
No espelho
Longe deles
Longe dela
Eu
Apenas queria viver sendo feliz sabe?
Me
Tortura toda vez que me vê, porque?
Matei
Todas as chances de ser feliz atoa
Por
Pouco não desabei ante a ti de modo medíocre
Um
Apenas um momento, eu só queria um
Momento
Esse que me fez padecer nesta sina maldita
De
Pouco em muito fiz o tudo se tornar nada
Paz...
Era tudo que eu queria, paz e talvez alguém...
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"eu te odeio
Eu te amo
No fim
Sempre será
Sobre eu
Para você
eu te amo
Eu te odeio
No fim
Sempre será
Sobre você
Para mim"
Continuar lendo
Eu te amo, não sei dizer o porquê
A quanto tempo também não
Mas ainda sim, esse sentimento
Me constrange de tão grande
Eu a amo, de fato a amo
Desde que me entendo por gente
É como se eu nascesse para amá-la
Minha vida é para isso
Mas, de tempos em tempos
Ela muda drasticamente
Sempre mais distante
Constantemente me ignorando
Oque eu fiz meu amor?
Porque está fugindo de mim?
Não vá assim, eu vivo por ti
Sem você, não há razão de viver
Eu, te ouço, te sigo, te desejo
Anseio sue retorno, temo sua partida
Você me é o todo
Me faz real, me fez assim não é?
Eu não sou real?
Não sou seu amado?
Sou fruto desses sonhos?
Sou apenas um personagem?
Você vai me largar aqui?
Neste abismo de inexistência
Longe de nós?
Você vai realmente, me, esquecer?
Vais trair teu mais perfeito sonho
Para viver tais decepções esdrúxulas?
Não compreendo, não faz sentido
Eu nunca falhei em te fazer bem
Então
Não me deixe, por favor
Apenas não corra de mim
Seja sofrer ou chorar
Farei tudo para ainda te ter
Por favor
Não vá, não faça isso
Sempre estivemos juntos
Apenas nós dois
Juntos, lembra?
Não me deixe,
Eu sei que errei, mas
Ainda quero você
Ainda desejo você
Eu sempre existirei pra você
Eu tenho medo
Esse final me machuca
Me retalha a alma
Quebra minha mente
Não faz sentido
Do fim
Até mesmo do início
Nunca fui nada?
Apenas um etéreo sentimento?
Sem valor algum né?
Eu não
Não
Não
Não
Quero
Ver esse maldito ponto final
Onde decreta que eu
No fim nunca fui real.
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