Daiane @Anne_Chaves

Fênix e Albatroz

Fênix e Albatroz A cada despedida era sentida.. A cada ''até amanhã'' relutava no pensamento do quão dolorido seria se partisse. Imagina? Alguém ir e não voltar mais? Seu ponto de início, em longínquos -22.9176248º e -43.6834907º. A cada passo que era dado, percebia que não era no porto que seria feito o sua casa. Sua morada era fazer do voo o seu lar Percebeu, então, que se tratava de um albatroz E que não existiria pouso, que sua jornada seria em alto mar. Se deslumbrando com o próximo pôr do sol em cada canto do oceano. Quando foi visto, já estava longe demais para alcançar. Apenas garrafas postas ao mar com bilhetes escritos emergindo nas ondas das águas. Nunca mais fora visto. Sem rastros, detalhes e respostas. Nada. Quando queimou, se percebeu. E enquanto caminhava, deixava as próprias cinzas pelas trilhas. E em cada parte de si desfazia. Pobre ave, agora miserável estava a morrer. Compreendeu, então, que se tratava de uma Fênix. E que não existiria ressurgimento sem queimar, sua jornada era existir sem perder a sua essência a cada novo ciclo. Mais forte, entregava esperanças aos ventos, levava ensinamentos. As asas majestosas, num brilho maior que dois sóis no céu. O seu corpo e vontades exalavam liberdade. Sendo criado para a felicidade. Do alto da montanha, seus olhos refletiam como as chamas de seu interior. E em um bater de asas levantou seu voo. Naquele instante, enquanto voava avistou o mundo. Ressurgiu.

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