As penas do meu travisseiro.
As penas do meu travesseiro, sempre o recanto de todos os meus pensamentos, sejam de gratidão ou agonia. Sua inesgotável compaixão de sempre acolher minhas lágrimas, essas sempre me lembrando de como sou sozinha ao abraçar meu travesseiro desejando que fosse alguém. As noites frias e solitárias não me assustam mais, mas é comovente como as sombras de meu quarto ainda sussurram: -sempre sozinha pequenina! Decerto sua voz é de pena, assim como meu travesseiro. A solidão de um coração inteiro, cicatrizado, elucida a loucura de desejar um abraço sincero. "Por quanto tempo estarei assim?" Pergunto diariamente a cada pena presente nele. Desde sempre me vejo solitária de pessoas, desejando que como uma estrela, alguém venha me iluminar. As penas do meu travesseiro me conhecem como ninguém, sabem quando acordo ou me levanto, e são testemunhas contínuas dos longos dias e meses que vivo deitada esperando que a vida me dê um gole de sorte. Essas penas destroem minha postura, meu pescoço e minha coluna, mas ainda sim, é mais reconfortante que o desprazer do sentimento de inutilidade, mesmo que seja verdade. -------- Um poema longo, de uma alma solitária.
@Uzuki
Que profundo e bem escrito! 😳