Nas esquinas, nas lojas, nos feeds, nas guias anônimas ou no seu poema embalsamado de "anonimato"?
Quão anônimos podemos ser, se quando estamos reclusos, em nosso mais íntimo, nos percebemos com grandes olhares sobre nós. Qual é a cor dos olhos que você insiste em ignorar?
Olhos verdes? Como da esperança perdida em uma vida diferente, longe das aparências?
Olhos azuis? Como quando se deseja mergulhar no mar e ao menos sentir-se menos sujo de ser quem é?
Olhos vermelhos? Pelo ódio, mágoa ou rancor de uma lembrança injusta e ruim?
Por onde andam os pensamentos de carinho, paz, compreensão e companheirismo?
A que ponto abdicou de tudo, abonou a tua fé em uma esquina, até em si por uma curtida?
Nunca lhe parou para notar, um olhar sutil, que insiste em te sussurrar... "Veja, existe uma salvação?"
O quanto te custa o orgulho de não olhar para o céu e chorar a quem pode realmente te ouvir?
Por onde andamos? Vaidosos, prepotentes, arrogantes e até violentos, por não darmos ouvidos a quem nos ouviria a qualquer segundo de nossa existência.
- Porque eu bem sei os pensamentos que penso de vós, diz o SENHOR; pensamentos de paz e não de mal , para vos dar o fim que esperais. Jeremias 29:11
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03 de outubro de 2021.
Quase quatro anos desde minha última postagem por aqui.
Bem, uma mocinha perdida, pedindo socorro aos quatro cantos de qualquer alma que pudesse ouvir, clamando ser entendida e vista...
Sempre declarando uma vida miserável sem ao menos conhecer a dor mais profunda que poderia conhecer.
É impressionante nossa capacidade de cometer erros na juventude, e a beleza de encontrar na arte algum tipo de sustento que sem ele, naquele momento, poderia não haver um amanhã.
Não me receio de todos os meus passos antigos, embora alguns eu me envergonhe de ter conhecido o trajeto a pé para meu próprio erro, mas veja, a estupidez adolescente!
Mas vamos ver, se voltar com este hobby antigo, possa eu, de alguma forma, ajudar alguma alma que necessite de carinho.
Veja bem, sem muitos poemas de amor por aqui, mas quem sabe poderemos declarar nosso amor pela vida!
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Queria saber porque fiquei tão sozinha. Lendo cartas do meu antigo eu constato o quão ingênua podia ser.
Hoje são apenas sombras ao meu lado, memórias mórbidas que mantenho "vivas" para não enlouquecer. Na verdade, penso que ja enlouqueci, sei que a maioria delas são mentiras que contei para mim.
Príncipes e princesas que voltam para me resgatar e me fazerem sentir especial apenas nos meus sonhos enquanto na realidade minha cabeça grita.
Os sinais estão nos pés que não param quietos, nos cantos das unhas inchados e doloridos por tanto os apertar, o nó na garganta, o boa noite sem dormir.
Minha única visão é o teto e os sussurros das memórias mortas que carrego aonde vou, até quando isso? Eu seria louca?
Quanta dor é necessária para criar um universo próprio? Enxergar tudo sempre da sua maneira para que nada machuque tanto. Escrever um texto já o questionando se é aceitável aos leitores quando, na verdade só se precisa desabafar.
Creio já ter perdido a sanidade!
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Dias de chuva, dias de sol.
Minha vida sempre é uma tempestade.
Esse planeta hostil chamado minha mente, em que luto diariamente para sobreviver.
Ver que também está nele não me deixando desistir torna tudo mais suportável.
Juro por tudo que ja pensei em deletar esse programa e aceitar que perdi, você nunca deixa, essa sua teimosia de permanecer é oque me faz te amar.
Queria te oferecer um poema romântico e clichê, mas melhor que todos sabe que em meio a minha tempestade diária, eu sorrio por você.
Não é dependência, é compartilhar minha existência.
Meu maior medo é que vc se molhe na minha chuva, não quero que também sinta oque eu sinto.
Te desejo coisas lindas assim como seu sorriso, meu menino dos olhos castanhos que brilham.
Minha flor laranja.
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Nosso amor era leve, tão leve quanto o fardo das mágoas.
Tão leve que se foi com as folhas secas...
Deixando para sempre um grande pedestal de mármore, em prodígio do arrependimento.
O amor leve, é mesmo tão leve quando dizem ser ?
Me sinto um botão.
Esperando ser a flor que querem que eu seja,
Fraca demais para crescer.
Sinto-me pequena e fraca,
Tantas rosas belas me dão medo de desabrochar.
Inconstante como o vento,
Tímida o suficiente para apenas entender minhas folhas.
E se eu nunca for escolhida? For colhida?
Tenho medo de ser alguém que nem eu mesma queria,
Alguém maior que eu não posso alcançar.
Uma força que tento ter diariamente,
Fraca em questões físicas, experiente em sombras.
Me desculpe,
Peço desculpas até para mim mesma,
Novamente sou um botão covarde demais para crescer.
Uma florzinha fraca e covarde,
Queria que fosse mais fácil.
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As penas do meu travesseiro, sempre o recanto de todos os meus pensamentos, sejam de gratidão ou agonia.
Sua inesgotável compaixão de sempre acolher minhas lágrimas, essas sempre me lembrando de como sou sozinha ao abraçar meu travesseiro desejando que fosse alguém.
As noites frias e solitárias não me assustam mais, mas é comovente como as sombras de meu quarto ainda sussurram: -sempre sozinha pequenina!
Decerto sua voz é de pena, assim como meu travesseiro.
A solidão de um coração inteiro, cicatrizado, elucida a loucura de desejar um abraço sincero.
"Por quanto tempo estarei assim?" Pergunto diariamente a cada pena presente nele. Desde sempre me vejo solitária de pessoas, desejando que como uma estrela, alguém venha me iluminar.
As penas do meu travesseiro me conhecem como ninguém, sabem quando acordo ou me levanto, e são testemunhas contínuas dos longos dias e meses que vivo deitada esperando que a vida me dê um gole de sorte.
Essas penas destroem minha postura, meu pescoço e minha coluna, mas ainda sim, é mais reconfortante que o desprazer do sentimento de inutilidade, mesmo que seja verdade.
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Um poema longo, de uma alma solitária.
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Olhe para mim,
Esses teus olhos castanhos ainda me fazem chorar,
Insegura de mais para admitir,
Sou o suficiente aqui?
Ainda me questiono,
Choro pela menina que um dia fui,
Pelas dores que passei por te querer.
De ti carrego dor, sem ao menos conseguir te desejar o mínimo de sorte.
Perdão pelo egoísmo, mas o fardo do rancor ainda é mais leve que te amar.
Trago a sinceridade no peito,
E traumas dilacerados na memória,
Te vejo fazendo planos,
Sinto raiva pela sua glória.
Me pergunto como dorme de cabeça limpa,
Sabendo dos dias que passei em claro esperando sua mensagem.
Peço perdão pelo egoísmo,
De ti, sinto orgulho de carregar rancor.
Não te desejo o bem,
Desejo que pene pelas suas próprias mãos.
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Olhar para a cama nunca foi tão preciso,
Lembrar dos dias mal dormidos,
Das lágrimas derramadas, da agonia de me sentir um nada.
E agora olhando pra ela, me vejo chorando no passado e me pego sorrindo, lembrando o quão corajosa eu sou.
Que o peito se quebre,
Mas a cabeça permaneça.
Que a alma tenha certeza,
Eu sempre serei meu abrigo .
Me sentir o suficiente nunca foi tão sincero.
A solidão de um abraço nunca mostrada,
Agora compreendida e admirada.
A luta diária pela minha paz nunca foi tão rígida quanto agora.
Pulso firme contra minhas autosabotagens.
Sigo reta olhando para o céu, sei que no topo das montanhas me espera o verdadeiro amor, seja homem ou uma brisa do vento, sei que sou amada.
Que o peito se quebre,
Mas a cabeça permaneça.
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Em qualquer questão, silencie a si.
Seja decepção ou contradição,
Silencie.
Silencie os ouvidos, a boca, os olhos.
Silencie o mundo e olhe para o céu, ele sempre olha para você.
O barulho das vozes na mente, nunca ganham do silêncio quando ele é aproveitado.
Seja decepção ou desespero, no silêncio sempre me divido.
Duas de mim, uma em frente à outra, debatendo sobre tudo.
Duas partes distintas, mas que se sentem, que nunca se deixam sozinhas, duas de mim.
Não importa o desespero, a ansiedade ou o medo, no silêncio me faço várias, me faço viva, me faço quieta e escandalosa.
Tudo isso, sempre dentro de mim, no mais profundo e desesperador silêncio.
As vezes insano, mas sempre lugar de paz, o silêncio sempre me acolhe.
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