Estrangeiro Pertencente
Sentia que habitava um mundo que não era dele, e falava um idioma que ninguém entendia. Por isso se obrigou a seguir regras que não o importavam. Passou a ser ferro e fogo contra ele mesmo. Exigiu de si que fosse igual a todo mundo. Mas não era. Ninguém é. Agora, encontrou sua linguagem espiritual. E se recusa a se encaixar em outro idioma. Agora é como nunca antes foi. Regressou ao seu lar. É o regresso de um estrangeiro que sempre pertenceu àquela terra. — Amanda Corvo
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