Ambedo
A brisa calorenta cheia de gracejo, contornou a face sem desejo. O toque de mil vidas abrigadas em uma onda sem tempo. Se pudesse, questionaria as raízes de um fato. Desmistificaria a verdade através de um conto. Costuraria flores com os meus lampejos de lucidez. Me deslocaria sobre a alvidez da melancolia. As lágrimas são ácidas em noites de luar partido. Amedrontador o sentimento acolhido. O amor recorta. O ar acata. O fulgor torna fuligem. No mar se alastra, até que um dia não suporte a própria finitude. Com pesar, expulsa a intrínseca solitude. Abandonando sobre o solo o seu disparate oculto, para tornar-se poeira sem intuito.
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