Alyna Étner @Alyna_Etner
Poema

Obtuso

O lar, era o início no seu olhar. A paixão abrigando a ingenuidade. Perdida entre o conceito da realidade. Tentou driblar o sentimento. Os versos em um revólver de engano. A poesia germinou o próprio dano. Um coração ainda virgem. Semeara a curiosidade da ilusão. Alastrou-se durante o verão. Apenas não compreendia o início. A metade do caminho de confusão. No fim, encontrou o ponto. Depois encarou as reticências. Retomou o silêncio. Não quis escrever. Desejou chorar. Não havia rima. Apenas a lágrima furtada. A paixão derramada. Um coração alarmado. Uma mulher recortada. Mais um poema sem remate.

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