Morte boa
Tantas vezes se morre Depois de se haver nascido Que nem se percebe o quanto Se poderia ter vivido Morre-se quando não se vive Morre-se quando não se ama Morre-se quando não se entrega Cada vez que a vida chama Morre-se um dia atrás do outro Morre-se a cada novo dia Morre-se cada dia um pouco A cada sonho que se adia Morre-se, de manhã, bem cedo Morre-se, à tarde, à noite, também Morre-se até de madrugada Cada vez que o sono vem Morre-se sempre, sem descanso Morre-se muito, sem parar Morre-se até se se descansa Se se para pra pensar Se se está vivo se morre Nada há que se fazer Qualquer um que vive pode Num segundo só, morrer Mas, se se está vivo, ainda Se se quer, ainda, viver Há de se encontrar, na vida Razão até pra se morrer Morre-se, muita vez, sem causa Sem assunto, sem razão Sem valia, sem ideia Sem motivo, sem questão Sem sentido, à vez, se morre Sem se saber o porquê Sem se fazer o que se deve Morre-se apenas por morrer Morte boa, bem morrer Vem ao fim de um bem viver Se se vive bem a vida Nada a morte há de ser Aloísio Vilaça
ỌHAR
a morte mora até na falta de coragem pra viver , ela entra e sai quando quer ,pois muitos só vivem dependendo do ar dos pulmões, poesia forte e reflexiva 👏✍️🏼
Aloísio Vilaça
Gratidão pelo comentário e pelas palavras elogiosas. Viver é muito bom!
Vítor Silva
Há morte antes, durante e depois: A mor-Te SemPre per-Du-ra-(rá) e é a única"Coisa"Q-ÉTerna,duranDOanteS$s,Dura-T-e-De-Pois$Z, meu prezado amigo Prof. Aloísio Vilaça ( Aloprof ). Bom dia de Domingo, COM Categoria e 🌞☀️🌝🇧🇷🗺🌎🌍🇦🇴🇲🇿🌏🌐🗺🇧🇷.