Aloísio Vilaça @Aloprof

Procela

Pai amado, amigo meu, querido Meu norte, meu guia, porto e guarida Vós que me dais à existência sentido Vós, que me tendes sustentado a vida Em mar revolto e agitado velejo Parco, meu barco conduz vossa mão Vago, à deriva, ao sabor do ensejo Bem do meu lado navega um irmão: Em águas profundas, vela arriada Barco sem rumo, canoa quebrada Naufrágio certo, cruel tempestade Dai-me, oh, Pai, o dom de poder ser Porto e guarida pra quem fenecer Na procela do mar da eternidade Aloísio Vilaça

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