Sigo fixando o olhar em frente ao espelho, por pelo menos uns 4 meses consecutivamente,
minha mente insistente em dizer que sou suficiente.
Mas o meu ser chama impotente,
algumas camadas foram tampadas
mas, camadas também podem ser arrancadas
dilaceradas e jogadas.
Quantas camadas ainda preciso ver do meu reflexo, para me ver?!
Quem eu sou, aonde eu deveria estar,
aonde a vida pretende me levar?!
Por:
Alma Soliti
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Exijo remuneração!
Pelo tempo que gasto indo e vindo
Sorrindo e fechando a cara, preciso ser remunerada.
Aqui estou eu, lutando por minha liberdade,
Nunca quis fazer nada que me traga algum receio.
Mas para muitos desconhecidos, me esforço a dar o meu melhor,
Apesar de todo o trabalho, nunca consigo ter meu próprio favor.
Eu trabalho diariamente, com o ânimo de quem não desiste,
Cansada de tudo que faço e de quem me despreza,
Quero que o meu trabalho seja reconhecido e recompensado,
E que meu sorriso não seja mais ignorado.
Agora, chegou a hora de exigir meu direito à remuneração,
Para me sentir equilibrada, e orgulhosa no meu trabalho.
Eu me esforço e me dedico a todas as minhas tarefas,
E me sinto ofendida quando não me vejo priorizada.
Por isso exijo meu salário justo e merecido,
E que os meus esforços não sejam mais ignorados,
Pois tirei um tempo valioso, de minha vida para ajudar os outros,
E com isso, quero acabar com todos os meus sofrimentos.
Por: Alma Soliti
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Naquele dia perdi a última prova da minha moralidade perante a sociedade conservadora,
por querer ou cair na lábia, do sabor de tua boca...
A meia luz num quarto bagunçado, isolados
doando o amor que outrora fora guardado,
convenhamos que não faz diferença mas, pra uma mulher o preço é mais caro.
A imoralidade me visita na manhã seguinte já não quero pensar no corpo que foi usado a pureza que foi perdida, a falta de vergonha envolvida!
Se tu lembras de mim, do meu cheiro, meu toque, meu calor; - porque errada estou eu em sentir-me atraída, por saber usar a língua
e ter fodido sem medidas.
Assusta a moralidade dos tempos atuais,
mesmo em meio a tanta liberdade, a mulher ainda não é dona de seu corpo, ainda não sou dona da minha Alma.
Se todas temos um preço baseado na moralidade, e nunca, nunca recebemos o lucro só pagamos o preço de desejar e realizar
as mais imorais e loucas fantasias...
Deixo de ser mulher, de ter valor,
de ser moral, não mereço amor,
fui fraca me perdoa senhor,
condenada ao horror!!
Me passa um cigarro que eu amo ver a hipocrisia, se transformo o que vejo em poesia
nunca falo sozinha, eu desejo, eu devoro sem medo.
Em meio ao caos dessa cidade, achar amor é quase impossível uma raridade
se meu corpo se deita e não dorme que trema de prazer, a imoralidade pode ser interessante.
Por:
Alma Soliti
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O que há sobre elas?
Partidas, de futebol
de alimentação,
De quem gostamos.
Segundos fitando o nada
voz engasgada, lágrimas
um punhado delas
-Não se controla pessoas.
E eu odeio andar no centro da cidade
onde os corpos caminham sem alma,
ninguém se vê, nem faz questão
Só partem e se vão.
Pra onde nem sei
Devo ter me contaminado,
num sábado
Em que tu partiu sem olhar pra trás.
Desde então me pergunto
O que há com as partidas,
se elas sempre acabam
Porque meu coração dói tanto?!
Por:
Alma Soliti
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Não era exatamente dia
sorria surtada as paredes;
contava os riscos no braço
nada se ouvia.
Disparava o coração
como atabaque na gira
afogava, matava
Sorria!
Quão desesperador
estavam todos aos redor,
achei que morreria
E que horas seria?!
Nada mudou,
pouco se falou após
mas, tenho certeza
que algo se quebrou...
Por:
Alma Soliti
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Caminhando erroneamente pelos trilhos
vivo ou sonho com os passos
e não me sinto presa.
A voz soa distante em minha mente
estranhamente caminho em mim.
Os caminhos que me levaram até aqui roubaram o melhor de mim.
Sorrisos puros e sonhos de futuro
pelo vento levados, tudo minado!
Com paixão alguns livros li
absorvendo deles algo pra mim,
que por ser supérfluo extinguiram
não tenho mais a mocidade
Inocente são ainda meus olhos
que mesmo com rancor e dor
Cismam de acreditar no amor
E seja como for...
O que o corpo passou para estar aqui,
feridas, desastres, cicatrizes
distante de paz
Restaram o perdizes.
No entanto morrerei falando
as verdades sobre o que dói tanto
lamentando com paciência
a perda da inocência.
Por:
Alma Soliti
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O fino fio arrebentou
e tu se mostrou tão bela
Como a lua em dia cheio
o meu mundo virou.
Lhe dei mais que versos
alguns passos desconexos
Beijos enfrente ao inferno
era inverno.
Teu azul exclamava vida
enquanto meu preto luto
Lutava contra o tempo,
e eu ainda não entendo;
Molhei mais que suas pernas,
jogaram lágrimas
agonia matava
enquanto amava, e me dava.
Silêncio
após os destroços
morte de nós
Ossos.
Por:
Alma Soliti
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Pingou
Molhou
Ensopou
Transbordou
o velho copo;
Porta goteira
Inundou
Resfriou
Afogou
Piorou
o vão de
sentimentos.
Por:
Alma Soliti
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Te larguei
Larguei o cigarro
A bebida
Abandonei meus vícios
E tu se esvaiu
Expirou como a fumaça
O gosto ruim no fim do copo
E eu fiquei amarga
No entanto fui
Nem olhei pra trás
Não quis mais
Mero achismo amoroso
-Eu até posso voltar a fumar
Beber umas doses
Abraçar o vício
Mas pra ti eu fui, e não volto mais.
Ah meu bem, eu não volto.
Por:
Alma Soliti
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