De dia, prisão, de noite, libertação
Como poderei viver todo dia Se o dia a dia é só sobrevivência E ninguém me concederá clemência No meio dessa eterna correria Como posso manter essa alegria Quando tantos censuram minha essência E ninguém tem nenhuma paciência Para manter vívida a harmonia Tempo passa e a vida a se apodrecer A emoção é banal e o dinheiro é apático Eu cresci e falhar não tem mais desculpa O Sol se oculta, vindo o anovescer Revelo que sou um boêmio dramático A noite é dos poetas e das putas
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