Farelos
Hoje. Já não sou. Rompeu se à lucidez. Despida a minha sensatez Aqui, saboreio teu perfume Cabernet. Que inunda no canto da boca. Sobre a mesa as respostas. Sobraram os farelos e as cinzas. A lágrima solitária faz correnteza em mim. Meus braços tremulam minha bandeira. Vai outra taça, me vem a tristeza. Entorpecendo meus sentidos. No calor, afloram se memórias e vapores de dores. Foi porre de um amor que nunca senti. Sinto apenas essa dor aguda e quente. Dá me um nó na garganta. E vem outra taça. Tem gosto suave e adocicado da castanheira. Vem inúmeras lembranças. Uma dor insana que corta o céu… Onde limparei minha ferida? Aqui restou um ser, sem forma. Esculpido de retalhos. Despido por goles e tragos. Um ser que se contorce. Sobre os frios lençóis. Faz da solidão a sua morada..
R E J O
mora lá na solidão
AlexsFrança
Lá, tornou se meu lar rs... Que honra receber um comentario teu Poeta. Tenha um ótimo dia!🙌🏾🙌🏾🙌🏾🙌🏾🙌🏾✌🏾
Verônica
E ainda diz não ser Poeta 💛