O Cheiro
Que ar que tem teu cheiro, simplesmente, que eu posso não senti-lo e inda distante, se penso no teu celestial semblante recordo-me então sinto-o docemente. Que fim se deu meu riso neste instante! Que o tempo que passou por entre a gente, nos fez ter muitas mágoas e ciente que tudo que passou era inconstante. Não sei o que será daqui pra frente, se o cheiro que eu recordo-me inda volta, e estraga o que restou, e me destrói. E eu quero não penar disso somente, assim como uma folha que se solta, e a queda não lhe fere e nem lhe dói.
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