Aguarde naquela sala
A parede pálida Me encara Não há jarro de flores Nem quadros Nem um mísero enfeite sequer Para distrair olhos compridos A tinta alva É tudo o que há Tão desprovida de animosidade Que se eu encostar a ponta dos dedos A textura sequiosa irá me corroer Ainda mais Longos minutos Observando a parede muda Hipnotizado no vazio E então toda sorte de pensamentos Aproveitam a deixa Derramam Escorrem e pigam Até o rodapé Causando uma enorme bagunça Que só eu vejo Na parede crua.
D'Oliveira
belo poeema!!
Alana Santos
Obrigado😊😊
Laisa
Bela escrita,muita descritiva e detalhista. Parabéns 👏👏
Alana Santos
Muito obrigado Laisa❤