Pai, você vem?
Faz tão pouco, pai, que você subiu, Dezoito dias, e o mundo já ruiu. Ontem foi seu dia, meu coração lembrou, Hoje é o meu, e a saudade gritou. Será que aí no céu você sente o tempo? Aqui ele arrasta, um eterno lamento. Queria que viesse, mesmo só por um pouco, Me dar parabéns, me deixar menos louca. Tem bolo na mesa, seu lugar vazio, A festa calada, só o vento frio. Pai, eu chamo baixinho, será que escuta? Minha saudade é grande, quase me furta. Se puder descer, nem que seja um instante, Prometo sorrir, ser mais confiante. Só me abrace, pai, como fazia antes, E sussurre baixinho: "Parabéns, toquinho."
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