um polígono oco @Aili_BarrosS2

Próxima página

O livro estava lá. O sol brilhava. Não sabia quem o escreveu. Quando o havia adquirido? Tanto fazia. Folheou algumas páginas. Passou os dedos nos versos. Sangrou neles. Marcou onde parou. Na margem, uma anotação a lápis. Não era dedicatória. Era epitáfio. Esperava o próximo verso, sabendo que não o leria.

Comentários · 1

  1. Nilza Poetisa

    Bem profundo o poema. A tristeza nos faz ver ou não ver o verso seguinte. Como uma morte na voz do poeta 👏✍️