A Dor se Torna Réu
Refrescante em refrigerante, A vida se tornaria constante Ao paladar das amoras, Que, como brotos, florescem Em meu sangue. Se com palavras Talheres brilhassem, E refrescassem as energias Do corpo, como vaga-lumes Que bailam sob estrelas Sem fim. Pelos meus lábios, Tribunar-se em castigo Os furos que vestem a alma, Descortinando O querer e o merecer. Dos quais sustentados pela carência, Que carinhosamente fere E esmaga minhas estruturas. Assim é o torsador: de lá em lá, Sobra apenas a ovelha sem Sua proteção. .
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