O Errado que Parece Certo
Se o inverno fosse quente, As abelhas colheriam os flocos De neve? Se o gato latisse, O cachorro entendesse, Eles seriam aliados? Se a noite fosse dia E o dia fosse a noite, Que horas seria no Alasca? E se eu fosse todos E todos fossem um, Tantas línguas afiadas Teriam muito o que julgar? Se o cavalo fosse o toureiro, Será que parariam de chamá-lo de alazão? Tantos “e se” E nem uma atitude, Será que o sol continua Redondo Ou se tornará Retangular? Tantos materiais, tantos necessitados, Mas tampouco mão de obra, Nesta cidade deserta Que é a mente do desocupado.
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