As Pequenas Grandes Coisas
Às vezes, é bom deixar Que as pequenas coisas Acreditem ter o controle de tudo. Nem sempre demonstrar grandeza É sinal de ser grande; Muitas vezes, é só revelar O quão pequeno é o cérebro do gigante. Tão baixo se torna o monte Quando tenta, com os olhos, Contar os asteroides. Ainda que constante seja A tintura dos lábios, As palavras não se decifram — Escondem-se Por trás dos sorrisos das estrelas. Mas os pequeninos também Convulsionam a doença dos ricos, Feita de prata e ouro. Contradizem o mundo Quando a língua cresce — Não por culpa, Nem por autoestima, Mas por vingança Da vida que lhes foi deficiente.
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