Os Versículos de uma Vida
Sofrer, morrer essa é a tua Sorte, porque viver seria O porque de tanta má Morbidade. A popularidade do fim Dos dias está em descansar Vendo tudo inundar, segundo A perplexidade da tão egoísta Sorte. O desejo que arde na carne De restringir minhas vaidades No estopim dessa veracidade Degustar do vinho da externa Saudade. A madura certeza do teu azar Te faz azarento e rabugenta são As tuas atitudes e me faz pensar o Real motivo de sua rebeldia, será por apreço Ou desprezo que tanto confundas A vida com o inferno? Tem almas que amaram tanto Na morte do que na vida Porque não tinham corações para Aguarda a pessoa querida. Foi depois de mortos Que encontraram risos Em pleno lago, os quais visitam O cemitério, a morada dos que encontram O verdadeiro sortilégio. Se o meu barco afundar Que o mar possa engolir Mi alma, antes que cruze o transatlântico, E abrace a senhora forca. Disfarça de bom moço Mas, mais pesada que uma foice em Delicado pescoço. Porque afiada é a serra Em lábios do que o choque De cada mês sem ti ter em Ao meu lado. Porque vazio é os passos De quem volta cheio De beleza, os olhos Porcelana não são ricos Como a sandália furada Com prego, Que conta altas aventuras Para os seus netos. Porque afiada é a serra que corta Os galhos — e desconcertante seria A falta de pertecer, a quem não pesa na Balança Que representa a sua vida.
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