Esforço.
Esforço Esforçado, eu tento mostrar o quanto eu me esforço. Levo meu corpo ao limite até ele implorar para parar. E eu não paro. Porque talvez ninguém perceba o quanto dói tentar ser bom quando você não nasceu com o dom. Então eu tento. De novo. E de novo. E de novo. Até minhas mãos tremerem, até minhas pernas falharem, até meu corpo se tornar pesado demais para continuar carregando. Como Escanor, que queimou o próprio corpo para proteger quem amava. Como Rock Lee, que não recebeu talento do destino e mesmo assim decidiu lutar contra ele. Chamaram-no de gênio. Mas ninguém viu as mil flexões. As mil repetições. As horas em que ele treinou sozinho. As vezes em que caiu e levantou sem ninguém aplaudir. É fácil admirar alguém quando ele está de pé. Difícil é admirar quando ele está no chão. Porque todos querem ver a vitória. Ninguém quer ver o preço. Todos enxergam a glória, mas quase ninguém olha para trás para ver o sangue, o suor, as lágrimas engolidas e aquele corpo destruído que precisou morrer um pouco todos os dias para chegar até ali. Eu não quero que digam que foi talento. Eu quero que saibam: eu me destruí tentando. E se um dia eu chegar ao topo, não digam que eu tive sorte. Olhem para minhas mãos. Elas vão contar tudo aquilo que vocês nunca viram.
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