Tempo.
Tempo. O tempo passa como palavras: rápido demais para sentirmos, lento demais para percebermos o quanto está levando de nós. É como folhas caindo de uma árvore. Uma por uma. Sem pressa. Sem barulho. Até que um dia olhamos para cima e percebemos que já não restou quase nenhuma. É como aquela sensação de um amor jovem, quando tudo parece eterno, quando um olhar parece durar uma vida e um abraço parece capaz de parar o mundo. Mas o tempo muda tudo. Muda rostos, muda sentimentos, muda pessoas e transforma até aquilo que juramos que jamais mudaria. No fim, talvez tudo se resuma a um único ponto: acabar. Uma frase que escutei certa vez dizia: “As estrelas se apagam, os ídolos caem e os craques envelhecem." E quanto mais penso nisso, mais percebo que essas palavras são verdadeiras. Porque o tempo não respeita ninguém. Ele derruba o que parecia eterno, envelhece o que parecia jovem, apaga o que parecia inesquecível e transforma memórias em fotografias de uma vida que já não existe. Como disse Rocky Balboa: “O tempo é invencível.” E talvez seja isso que mais assusta. Não podemos lutar contra ele. Não podemos ameaçá-lo. Não podemos pedir que espere. Só podemos assistir enquanto ele passa. E, enquanto passa, leva um pouco de nós a cada segundo.
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