Foi de joelhos dobrados que ele foi achado.
Foi tudo o que aprendeu a fazer.
Foi assim que aprendeu a vencer.
Era Babilônia, não era o fundo de um poço comum...
Era a fossa do estrume da humanidade.
Poço das perversões, onde o melhor do homem
Era sua maldade.
O rei pediu os rapazes, os mais belos, os mais instruídos.
Suas qualidades, foram seu pior martírio.
E no meio da mais pútrida camada,
Pior que uma ferida bichada,
Seu desastre moral.
A honra de seu Deus, e seu futuro, não seriam atingidos.
Lavaria de branco seus vestidos,
E venceria o mal.
De lá debaixo, não no fundo de um poço,
Mas no fundo, do fundo, do mais fundo abismo,
Brilhou.
A luz que é luz não sabe ser diferente.
E quanto mais há treva, mais brilha intensamente!
O pior momento da sua vida...
A nação arrasada, perdera sua família, sua casa...
Sua beleza e inteligência seriam usadas!
Misericórdia Deus, foi levado dos seus,
Para mãos sujas e depravadas!
Fora a escravidão, a devassidão corrompia.
Era a Babilônia...
O medo e a aflição era o pior pão, comido todos os dias.
Como esconder uma luz...
Quando ser luz era tudo o que ele sabia?
Beleza e formosura,
Apego as letras, a ciência e cultura.
Todo o seu bem, era também sua desgraça.
Como aliviar o coração?
Como dobrar os joelhos em oração,
Diante da ausência de Deus e tamanha ameaça?
II
Era a situação mais profana,
Desastre, miséria, ultraje, injustiça...
Todos os tormentos de saber o que ali se fazia,
Sua consciência entorpecia.
Estavam nas mãos do carrasco,
Não havia força em seu braço.
A única arma que tinha, era a fé que possuía,
Seu Deus não seria envergonhado!
Não se deixou derrubar ainda tinha arma para lutar,
O poder que nenhum deles via.
Ele atraiu o olhar do rei,
O olhar de Deus,
E tirou o Diabo de seu ninho no inferno.
Não temeu diante de magos, feiticeiros, astrólogos e caldeus.
Sabia a força do seu Deus, o Todo Poderoso, o Senhor Eterno.
No fosso imundo da fealdade humana, o céu sentiu.
Venceu os discursos camuflados.
Estava determ
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Vaga
Ela é luz na noite escura,
Acende e... apaga!
E o faz quase que hipnotizado
Brilhar a sua procura.
Ele pensa que está caçando...
E brilha enganado,
Está sendo caçado.
Displicente, não percebe
O perigo iminente.
Ladra de luz...
Uma vez somente!
Na noite assombrosa,
Ela sorri pela antecipada vitória.
Dará o fim para o começo da história.
A primeira vez existe na espera de acabar,
É a marca real da crença popular!
O brilho,
O mimetismo,
E o pobre e inocente...
É atraído.
Deu atenção,
Está fatalmente perdido.
E se entrega totalmente
Num delírio.
Sua momentânea alegria,
É seu último suspiro!
E docemente
Quando a euforia vai passando,
E o coração no peito se acalmando,
Também sua vida lentamente, sobe voando!
Às vezes nos perdemos
Por tudo o que não queremos ver
Ou por tudo que realmente não vemos.
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Que o tempo traz entendimento
Descobri depois que envelheci.
Se eu soubesse disso + cedo
Teria vencido o orgulho,
A vaidade,
O medo.
Teria sido sincero e me entregado,
E te amado de verdade.
Hoje ouço o meu lamento, e sozinho choro por dentro.
E na vergonha que me vejam chorar,
Sorrio da vida,
E dos amores pra disfarçar.
Você me dava tanto e esperava tão pouco:
Uma palavra, um gesto, um carinho...
Quantas vezes chorou sozinha...
Não errei uma vez apenas,
E pior, por coisas grandes,
Porém tão pequenas.
Por ti hoje daria esta vida,
E milhares de outras vidas.
Só hoje vejo,
Tudo de bom que me fez
E o quanto errei.
O arrependimento dói tanto!
Você deu seu melhor,
e eu não vi, naquele momento.
Te desprezei,
Me orgulhei,
Sorri.
Peço a Deus que nunca o sintas o que eu sinto agora.
Eu matei a nossa história.
E o pior é viver para ver o depois,
Você fez além do que deveria...
Amou por nós dois!
Olho para traz e só brincaram comigo,
Me quebraram,
Me sugaram,
Partiram e repartiram.
Ninguém me deu nada,
Só tiraram o que eu tinha.
E agora olho para o passado
E só tenho mãos vazias.
Queria voltar, e choro insone,
Obrigado por tudo o que me deu.
Pois descobri tarde demais,
Que o meu futuro só
Tinha um nome...
O seu.
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O pior lamento,
É o que temos por dentro.
Quando o homem cria suas próprias monstruosidades
e toma gosto por elas,
e com elas passa a se deleitar,
É apenas através delas que consegue se enxergar.
Basta que olhemos os que de nós ainda têm vista...
Há janelas, há portas, há saídas previstas!
Não existe formosura na deformidade,
Não existe meio cavalo e meio gente,
Meio flor e meio serpente,
Não existe ser leão com patas de zebra,
Não dá pra água ser terra!
Roubaram nossa alma no marco zero,
Não dá para o feio ser belo.
Crer na deformidade é um prenúncio de tragédia!
Quadrúpede com calda de serpente?
Onde há verdade nisso, compreende?!
A dor é tão grande, que falo com o coração arquejando...
Como pudemos nos calar,
E nos deixar tornar cegos durante tantos anos?
Vejo a turpitude envolta em paixão,
Seduzindo a virtude que deveria ser incorruptível.
Há um fascínio pelo mal que leva ao declínio,
E que está instruindo os homens
De um modo maligno que os encanta.
Temos medo de levantar a nossa voz com uma palavra
Que rasga o véu e confronta...
Nosso senhor não teve estultícia no falar.
Suas palavras eram simples e claras:
O homem vai colher tudo o que plantar...
Há um jardim eterno, há sempre um bom lugar!
Nós estamos escolhendo, por tudo o que estamos fazendo,
As guerras que vamos passar!
Ouça quem pode ouvir.
Veja quem pode ver...
Acorde quem pode acordar!
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