Hoje levantei
E do seu rosto me recordei:
Seus olhos que brilhavam como o céu
O seu cabelo te cobriam como um belo véu
Seus sinais e covinhas que marcavam tua face
Sua voz que era como uma canção
â cada memĂłria me dĂłi o coração
.
Ainda me lembro daquela banda que vocĂȘ gostava
ainda lembro dos seus amores
e das suas dores
â me pergunto se vocĂȘ se curou
...
Mas tambĂ©m lembro quando vocĂȘ me magoava
.
VocĂȘ sempre pedia desculpas e falava que ia mudar
mas eu nunca mudou
Sequer tentou
A Ășnica mudança que aconteceu
Foi vocĂȘ indo embora
E lĂĄ fora
Jå tinha outro alguém para meu lugar
Mas como eu posso te odiar
Se vocĂȘ foi o primeiro a me amar ?
talvez aquilo nĂŁo tenha sido amor
mas por favor, me deixa mentir,
fantasiar
pois eu sei que aquilo nĂŁo passava de dor
. . .
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Mon Amour
Aurora Ă© o nascer do Sol
A luz que vem depois da escuridĂŁo
Iluminar a solidĂŁo
â que nasce quando me perco no vazio.
.
Aurora Ă© o seu olhar
Iluminando o breu do meu corpo
Aquecendo o frio dos meus ossos
â que me dĂĄ energia pra continuar.
.
Aurora Ă© a tua voz
Que me mostra o caminho
Quando me perco nas trevas
â que me dĂĄ esperança.
...
E no anoitecer
NĂŁo vou me assustar
Pois sei que a aurora estĂĄ pra chegar
Para minha vida iluminar
...
VocĂȘ Ă© aurora.
. . .
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As palavras nĂŁo sĂŁo capazes de escrever
a dor que eu consegui cultivar
desde que nasci
.
Eu cresci
ela também cresceu
em meio ao sofrimento
.
Eu ouvi tanto lamento
das minhas dores
e nada mudou
...
Eu nunca pedi pra nascer
mas tanto implorei pra morrer
Que sentido tem isso?
Afinal, por que nascer se vou sofrer?
.
A felicidade vem
mas nĂŁo faz morada
Vai embora
me deixa largada
com a dor
.
Por quĂȘ ?
...
Eu sĂł consigo questionar
aquele que me criou:
Se tu, Deus, de fato Ă© justo
por que tamanha crueldade?
. . .
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Eu sĂł consigo questionar
E nĂŁo importa o quanto eu seja capaz de gritar
Não é o suficiente para alguém escutar
.
Eu peço ajuda
Ă uma dor tĂŁo aguda
Sou incapaz de suportar
E ninguém é capaz de olhar
Me enxergar
â nua e crua.
...
E quando eu deixei de respirar
Finalmente alguém foi capaz de notar
Os meus pedidos de ajuda
Que tantos escolheram ignorar
. . .
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Lembro me quando era criança
BrincĂĄvamos sempre de morto - vivo
Mas parece que nunca deixei de brincar
Pois sou o que devem chamar
De morto-vivo
...
Meu coração bate
â Mas parece tĂŁo vazio
.
Meu olho pisca
â Mas parece tĂŁo sombrio
.
Meu corpo anda
â mas parece tĂŁo pesado
...
Não sou nada além de um fardo
Que eu mesmo tenho que carregar
.
Eu sou um morto vivo:
Morri, mas meu corpo insiste em permanecer
Ou talvez ninguém possa perceber
Que nĂŁo estou mais aqui
E minha alma vaga
Em busca da prĂłpria paz
. . .
NĂŁo sei quando deixei de viver
Mas ainda me lembro da primeira vez que desejei morrer
. . .
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Somos como dois cisnes apaixonados
Nadando nos lagos
Juntos e separados
.
A turbulĂȘncia do inverno
Pode até transformar nossa vida no inferno
Mas vamos nos encontrar
No meio de tantos como nĂłs
.
Pois eu e vocĂȘ
A sĂłs
Somos como o Sol e a Lua
â Separados por uma distĂąncia,
juntos pelo amor em abundĂąncia
.
Eu sou sua
VocĂȘ Ă© meu
Juntos um sĂł
NĂłs no singular
...
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"Quem procura acha!"
Mentiram para mim,
Pois em toda minha vida procurei
Um amor verdadeiro
E nunca encontrei
. . .
Eu tento te esquecer, mas tudo insiste em me lembrar de vocĂȘ. Do seu sorriso sincero que vocĂȘ dizia ter quando eu me declarava em silĂȘncio â afinal, em voz alta vocĂȘ iria ignorar; daquelas suas doces palavras â que eram mentiras; daquela dor que vocĂȘ me causou â que eu tanto tentei ignorar...
Se o universo Ă© tĂŁo cruel para me lembrar dos momentos bons, entĂŁo por que nĂŁo Ă© cruel o bastante para me lembrar de quando vocĂȘ me tratou como um ninguĂ©m e me fez de palhaça?
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Deixe-me beijar tua boca
para que vocĂȘ traduza os meus sentimentos
. . .
Pare de sorrir ao meu lado,
pois isso me libera tanta dopamina,
e sei que ficarei viciado .
. . .