Talvez seu amor seja fraco,
Frágil,
Vazio.
Tentei te amar como nunca amei ninguém.
Loucamente me entreguei.
Não me importei com o tempo,
Nem senti medo de te perder sendo presente.
Mas acho que você
Não estava pronto para esse sentimento.
Minha intensidade foi diminuindo com a sua presença.
Minha vontade foi se perdendo com a sua força de vontade.
Sua voz grossa,
Os olhos arregalados,
Só estava fazendo uma piada
Ou uma pequena reclamação.
Não precisava me repreender desta forma.
Todo carinho e tempo que tentei te dar
Foram desperdiçados.
O sexo,
O tesão,
A paixão do amor.
Cadê?
Me teve mais uma vez
E logo em seguida apenas deitou.
Me abraçou,
Mas não consegui sentir o seu calor.
Apenas o frio dos meus sentimentos,
Que antes
Eram a flor da pele.
Sentada na mesa do lado de fora,
Apenas uma taça de vinho,
E eu,
Observando a cadeira vazia a minha frente,
Enquanto conversa com os caras,
Você parece tão mais leve e feliz com eles.
Talvez um dia
A versão que criou de mim tenha sido mais agradável.
A garota pela qual se interessou em conhecer,
Talvez não exista de verdade.
Ou,
Talvez,
Quem sabe,
Você tenha feito ela se perder mais uma vez.
Uma mulher apaixonada,
Com a mente em paz,
Mesmo que com traumas e um passado triste,
Consegue ser uma parceira bem melhor
Do que uma mulher abalada,
Cheia de sonhos na ponta do precipício,
Metida nos seus passados não resolvidos,
E não tendo o apoio e compreensão do qual gostaria.
Eu tentei.
Sabe,
Eu realmente tentei.
E meu coração dói,
Ao ver ele mesmo aos poucos,
Tentando deixar de amar você.
-Yasmin.P
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Você me viu como ouro,
Atrás de um balcão vazio.
Cheio de vozes,
Sussuros,
Humilhações.
Quis acreditar que eu era aquilo que teus olhos viam,
Criou uma versão minha,
Não me desvendou.
Tímida,
Direta,
Brincalhona...
Pensei que me aceitou.
Mas...
De repente,
Surgiram olhares diferentes.
Seus olhos arregalados,
Suas mãos apertando o meu braço.
A minha fala permanece doce e gentil,
Minha boca te chamando de amor,
Meu corpo te pedindo para me entender.
Mas seu corpo me trata como tola,
Estúpida,
Maluca,
E por amor...relevo a situação.
Esse sempre foi meu jeito,
Mas,
Por alguma razão,
Parece que detesta ele.
Queria entender por quem de fato se apaixonou,
Quem era a pessoa que idealizou.
Eu com certeza havia idealizado você também,
Mas me enganei,
E apenas permaneço,
Por causa do amor.
-Yasmin. P
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Tentei fugir.
Tentei correr.
De toda dor que me assombra e me atormenta a vida inteira.
Parece que, quando pareço estar feliz,
algo vem e me atropela.
Uma pedra me acerta e tropeça,
o desgaste sempre vem e a dor não dispersa.
Sigo dormindo em meio a lágrimas,
gosto salgado e nojento,
amargo e meio gosmento.
Gosto de derrota,
dor,
sufoco,
desespero.
Tento respirar,
mas não consigo parar.
Ando para lá e para cá.
Conto comprimidos até cochilar.
Tampo a minha boca tentando calar toda a dor,
mas por que ela permanece gritando dentro de mim?
São como vermes devoradores de carne,
devorando a minha alma,
devorando quem eu sou.
Matando toda esperança de vida que poderia existir dentro de mim,
os batimentos duplos,
o coração intacto que no momento se encontra despedaçado.
A cada passo quero me entregar mais a essa dor,
a essa falta de ar,
ao abismo que vejo abaixo dos meus pés.
Por que as pessoas me pedem pra ficar?
Se dói tanto,
estou em estado terminal.
Você não me vê,
não enxerga de fato como estou.
Apenas vê uma maquiagem, uma mera semelhança com o que acha que conhece.
Mas eu sou dor,
a personificação da angústia,
o medo e a insegurança.
-Yasmin. P
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A única coisa que me faz não chorar pela morte dele todos os dias é o fato de que, quanto mais o tempo passa, menos eu me lembro de como ele era.
-Yasmin P.
Em algum momento da minha vida,
o meu sol foi levado pelo mar.
Não que ele tenha escolhido apenas ir embora,
mas as circunstâncias o fizeram apagar.
Ele ficou tímido,
sentiu-se envergonhado.
Não havia mais luz, calor, nada para que outras pessoas se orgulhassem.
A maré subiu
e, com o tempo,
o levou.
Era como se uma parte de mim faltasse,
como se o brilho da lua não fosse o suficiente para me manter acordada.
As cores que refletiam aquela luz
já não existiam mais.
Tudo ficou cinza,
preto e branco,
um breu sem nenhum beco de esperança.
Sentei e chorei.
Esperei que ele voltasse.
O desejei até os últimos dias,
orei para que as estrelas me libertassem.
Mas ninguém me ouvia.
Muito menos conseguia sentir a minha dor.
Dizem que eu já reflito uma única luz,
que não tenho motivos para sentir frio ou dor.
Talvez a luz que se reflita em mim
seja apenas um resquício do que um dia existiu.
Eu aqueço você,
mas quem poderia aquecer a mim?
- Yasmin P.
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Você me quebrou
Mais do que eu sabia
que poderia ser quebrada por alguém.
E eu perdoei
Tantas vezes
Que virei apenas isso:
Perdão.
Voltei a desenhar:
Bonecos ocos,
Chorando dentro
De suas próprias poças.
Você me moldou,
Até eu não caber mais em mim mesma.
E seguiu.
Sem olhar para trás,
Sem peso nas mãos,
Me deixando com a solidão.
Te perdoei tanto
Que desaprendi
A me perdoar.
Me ceguei tanto,
Que já não sei
Onde fui parar.
Você levou
O que em mim era leve
E chamou de pouco.
Agora essa mudança,
É incurável.
Quebrou o inconsertável.
Rasgou o insuturável.
Talvez o tempo
Lembre por mim
Quem um dia fui.
Agora eu sei:
Amar sem arrependimento genuíno,
Não é amor.
É paixão,
A paixão mais suja que já existiu.
-Yasmin P.
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A ilusão de esperar receber
o mesmo amor que se oferece
é dolorosa.
Amor…
Ah, o amor.
Tema favorito dos poetas
e também da dor.
É bonito escrever
sobre rosas brancas,
flores vermelhas em dias de sol,
ou sobre tempestades
que terminam em arco-íris.
Mesmo quando ninguém decifra,
ainda assim escrevem.
E por quê?
Porque dói.
Ou porque alimenta esperança.
Paz.
A promessa
de uma tempestade que vem
e vai.
Meus amores
foram apenas os que inventei.
Eu mesma os criei,
com expectativas
baseadas em como eu queria
ser amada.
Talvez eu tenha fracassado
diversas vezes.
Mas nunca errei
quando tentei
mesmo sentindo medo.
Minhas histórias
eu mesma escrevi,
carimbei,
e também me arrependi.
Ainda assim
quero recomeçar.
Quero falhar.
E quero encontrar
mesmo falhando.
Talvez não sejam
as suas expectativas
que estejam altas demais.
Talvez
as pessoas
é que sejam
rasas demais.
-Yasmin P.
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Todos dizem que precisa ser perfeito.
Que não posso errar.
Que o ritmo precisa estar no tom,
ou não vai dar.
Minha roupa está apertada demais,
desconfortável demais.
E sinto que, por mais que eu tente,
nunca vou acertar.
Me dediquei um ano inteiro para voltar.
Treinei até o inglês, acredita?
Consigo nem imaginar.
Acertei na organização,
na noção,
na emoção.
Mas ainda assim
faltou perfeição.
Não fui suficiente.
E talvez
eu nunca seja mesmo.
E sabe quem disse
que precisava ser perfeito?
Eu mesma.
E algumas outras pessoas também.
Meus poemas ruins,
meus erros no trabalho,
sempre me convenceram
de que eu me resumia a isso:
fracassos.
Mas não sei por que pensei
que poderia ser diferente,
se por anos
me alimentei deles.
Eu me via como uma falha,
como algo
que nunca deveria ter nascido.
Fui felicidade para alguns,
milagre para outros.
Mas para mim...
Ah.
Só desgosto.
Infelicidade.
Falta de paz.
Culpa demais
para carregar.
Eu não conseguia escolher
entre brincar e dormir.
Talvez meu erro
tenha sido me encolher
e encobrir.
Calei minha dor
por tanto tempo
que hoje
ela nem cabe no peito.
Quer uma palavra de motivação?
Esquece.
Não tenho
nenhuma história bonita
de superação para te contar hoje.
Yasmin P.
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A crítica,
o julgamento,
a maldade mascarada
em brincadeiras de mau gosto.
Finjo que não percebo.
Dou risada.
Me faço de boba.
Mas quem conhece o sentimento,
Sabe que olhos molhados não são sinônimos de fraqueza.
São sinônimos de exaustão.
De dor.
Todos temos uma cruz a carregar,
mas isso não nos dá o direito
de apedrejar,
de julgar,
ou decidir
o peso da cruz alheia.
Só quem sente,
quem sofre,
quem a carrega
sabe até onde consegue aguentar.
Brincadeiras têm limite.
O julgamento aqui
não é bem-vindo.
Maldade disfarçada de amigo…
Meu Deus,
me cansei de ver isso.
Se hoje você não tem
nada de bom a dizer,
cale-se.
Amanhã
pode ser você.
A evolução
não precisa vir dos outros.
Quando se dá liberdade demais
a um medroso,
ele se torna uma hiena
disfarçada de leão,
pronta
para devorar você.
-Yasmin P.
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Talvez minha visão esteja apenas invertida,
ou talvez eu nunca tenha aprendido
a enxergar o mundo de outra forma.
Talvez aquilo que me ensinaram ser merecimento
não passe de uma mentira
da porta pra fora.
O esforço.
O apego.
A bondade.
Talvez eu sempre tenha visto tudo errado:
o errado virou o certo,
e o certo virou o errado.
Gostaria, ao menos uma vez,
de conseguir me compreender.
Disseram que o meu corpo era o meu lar ~
então por que o sinto tão oco por dentro?
Uma casca vazia
que sequer sabe o que é.
Uma carapaça?
Uma toca de caramujo?
Ou talvez o casco duro
de um tamanduá.
Pisar e não sentir.
Respirar sem viver.
Desprezar antes mesmo de respeitar.
É…
eu errei.
E sigo errando
todos os dias da minha vida,
justificando a dor,
culpando quem um dia me culpou,
e sangrando
sobre quem já me amou.
Talvez a indiferença seja significância,
a ausência seja presença,
e a manipulação seja amor.
Quem poderia me dizer?
Uma pessoa “de bem”?
Ou um manipulador?
Nem esses comprimidos
tirarão a minha dor.
Ela apenas doerá mais
quando eu perceber, de novo,
que nada mudou.
O vazio.
A angústia.
O peso de ser você mesmo.
Nada disso
vai mudar.
-Yasmin P.
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