Penso em ti
Escrevo sobre ti
Sonho contigo
Quero a ti
Mas será que tu me queres?
Sonhas comigo?
Escreves sobre mim?
Pensas em mim?
Não me importo em saber
Até porque, se não for um sim,
Não pararei de pensar em ti
Nem de escrever
Nem de sonhar
Nem de querer-te.
De Thainá Lago
Para: Ele
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Há 268 dias que estou aqui: respiro, alimentam-me e cresço a cada dia. Sou protegida por todos os lados, estou, literalmente, em um círculo rodeado por uma água que me faz viver. Também ouço vozes de pessoas que não conheço, mas que repetem diversas vezes a mesma coisa: “meu filho”. Acredito que estejam se referindo a mim. Depois de sair daquele círculo passaram-se dias, semanas, meses, anos, décadas, e aquela saída nunca foi uma saída de verdade. Parece que eu ainda estou presa dentro daquele círculo, mas agora é diferente: não é algo concreto, é algo que é exterior a mim. Eu tento sair, mas sempre ouço “NÃO!”. Mas por que não? São tantas perguntas… mas me limitam a duas respostas: “NÃO! Isso não é coisa de…” ou “Isso é errado”. Errado? Por quê? Quem disse isso? Quem delimitou? Eu não sei. Mas ao mesmo tempo, eu ouço dizer “ele é perfeito”. Como ele pode ser perfeito tendo-me feito errada? Como ele é perfeito se eu vejo milhares de semelhantes errados? Como ele acertou em tudo menos em mim? Como ele pode ter-me feito uma aberração? São tantas perguntas que tenho. Mas, por outro lado, eu percebo que isso não deveria ser uma questão, até porque tudo isso está perto de ter fim. Um fim que divide-me, parte-me, sufoca-me. Um fim que chegou depois de 16.457 dias, desde a minha primeira saída. Um fim que não me pediu permissão, mas chegou. Meu ar está por um fio, meu corpo está rodeado por água, mas essa água não me faz viver como a outra, essa me sufoca, inunda-me e corrói-me por dentro. Estou novamente em um lugar redondo por água, será uma ironia? Eu tinha tantas perguntas…
- Lucas Samuel Barbosa do Nascimento.
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Foi naquele maldito dia,
que eu te encontrei,
que eu te beijei
e então me apaixonei.
Apaixonei-me no seu olhar,
no seu jeito de falar
no seu sorriso ao me tocar
foi naquele maldito dia.
Foi então que tu partiu meu coração,
me deixou caída no chão,
dizendo ''não vá embora não''
foi naquele maldito dia.
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Ah, como eu odeio
Odeio me apaixonar,
Odeio sentir o peito pulsar
E o meu coração acelerar.
Odeio a hora de me deitar,
Porque até aqui você vem me encontrar,
Faz meus olhos lacrimejar,
E ponho-me a chorar,
Chorar flores.
Mas, se você não ficar,
Se um dia você me deixar
E meu coração se quebrar,
Pararei de chorar flores.
E irei, por fim,
Parar de me apaixonar,
Pois não consigo suportar
Mais chorar flores.
Thainá Lago
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Por que você teve que mudar?
Por que parou de me amar?
Por que parou de conversar?
Por que você teve que me quebrar?
Meu coração e alma abandonar?
Se fosse ao menos por alguém
que falasse em te amar...
Talvez eu te deixasse escapar
para os braços dela e me afastar,
sumir por aí e nunca mais voltar.
Se você for mudar,
avise-me antes.
Antes de me apaixonar,
antes de me iludir,
antes de tudo aquilo que te prometi.
Mude um dia, se quiser,
mas que seja por mim.
(Thainá Lago)
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Saudades de mim
De quando não sentia
Tanta dor assim.
Promete que não vai me deixar,
Que meu coração não vai quebrar
E que não me fará chorar
Logo depois de me amar?
Promete que sempre irá voltar
Para me beijar e abraçar,
Enquanto ouço seu peito pulsar,
Logo depois de dizer que vai me amar?
Promete que essas promessas
Não irão passar,
Que sempre vai me amar,
Mesmo depois do tempo passar?
- Thainá Lago
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Tua língua tem gosto de óleo de freio,
Teu olho corta minha carne no meio,
Vulcão acesso escorrendo vermelho,
Eu te odeio.
Mentiras afiam teus caninos;
Amarelos, fumantes e sempre cínicos
Eu morro, mas nunca que eu mudo de ideia
Eu te odeio
Num lençol de dunas, fios de areia
Eu agradeci, Não ter papel na sua novela,
Assopro uma vela e peço pra você sumir.
Eu te odeio
Eu te odeio
Te odeio
-Foto em grupo
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Maldita seja a paixão,
Que faz despedaçar meu coração
E meu peito entrar em colisão.
Maldito seja o amor,
Que me faz sentir a dor
E o meu corpo o ardor
De uma maldita paixão.
Maldita é a lágrima que cai,
Quente e salgada em meu rosto.
De sofrimento e desgosto,
Morre meu coração.
Maldito é o homem que ama,
Maldita é a mulher que se apaixona,
E ambos sofrem em solidão.
Maldito é aquele que não ama,
E quem não sofre desse amor,
E no final não sente a dor
Dessa maldita paixão.
- Thainá Lago
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