Vinicius Mollendorff Roberto @viniciusmollendorff
Drama

Que miserável homem sou

Oh, eu que andei pelos vales da vida, A sombra do fracasso a me acompanhar, Caminhos perdidos, a sorte esquecida, Enquanto outros dançam, eu só sei chorar. Vi um homem brilhar, em glória e esplendor, Com risos de triunfo, a vida a celebrar; O olhar que reluz, a aura de amor, Enquanto minha história se resume a penar. Oh, como é amarga a comparação! Seu sorriso radiante, um sol que reluz, E eu, na penumbra, uma sombra em vão, A alma despedaçada, sem norte e sem luz. Fui um sonhador, mas o sonho se quebrou, As promessas do futuro, como folhas ao vento, E ao ver sua conquista, a esperança morreu, No peito, um abismo, um vazio imenso. Como um rio estagnado, sem força a fluir, O peso da tristeza me arrasta ao chão; E ele, lá em cima, a vida a esculpir, Enquanto eu sou eco de uma antiga canção. Oh, homem bem-sucedido, com a vida em suas mãos, Teus passos ressoam, um hino de alegria; E eu, mero espectro, entre ruínas e aflições, Apenas um grito, uma sombra vazia. Na calada da noite, o lamento é profundo, A tristeza me abraça, como um manto sutil; E ao encarar o espelho, reconheço o meu mundo: Um sonho desfeito, um amor hostil. Assim, sigo adiante, com os olhos embaçados, Na senda do insucesso, onde o tempo não é amigo; A vida que almejei, em ecos apagados, É só um murmúrio, um fardo, um castigo.

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