LOSE
Meus vícios me dominam, contamina, é um jogo de azar, Eu tento fugir, mas é como se o inferno me chamasse, a cada lugar. Foi o proto ou a mente que me arrebenta? Eu não sei, Me sinto na mesa da perdição, servindo o prato que escolhi, eu sei. Cada dia é uma batalha, conto as horas, tento sair, Mas a tentação me puxa, o monstro só quer me consumir. Eu digo que não vai voltar, mas é sempre o mesmo ciclo, Um maldito palhaço, Joker no meu espelho, essa luta é um labirinto. Escrevo, me distraio, tento achar alguma saída, Mas a máquina dentro de mim, me devora com ferocidade retida. Os desejos rodam como engrenagens, me atropelam sem parar, tudo quer me engolir, me devorar. É uma maldição, é como uma caixa de Pandora, envenenada, mortal, Eu tento lutar, mas a cada passo, o monstro me chama, brutal. “Não vai se repetir”, eu digo, mas é sempre o mesmo show, Minha mente é uma prisão, um grito mudo que ecoa no fundo do poço. estou preso no meu próprio jogo. A mente, a máquina, me matam sem parar, mas é um inferno, a dor não sai de mim, vai me rasgar. Eles sempre volta, irresistível, me arrastando pro fundo do tempo. Eu faço promessas sem fim, buscando a escapatória, Mas caio de novo, na mentira, na mesma história. Eu juro que vou mudar, mas é só papo de idiota, Veneno infiltrado, é o vício que me arrebenta, me mata. Uma montanha de erros, impossível de escalar, Essa emboscada me prende, não posso mais escapar. E à noite tudo volta, arrependimento e a vontade, De sair dessa masmorra, mas o peso me faz escravo da minha realidade. Me tornei refém daquilo que me destruiu, Daquilo que me envergonha, daquilo que eu fugi, Eu olho no espelho e vejo um estranho, me prometo melhorar, Mas eu caio de novo, sem parar. Isso é um espiral, me engole, não tem fim, Cada passo que dou, as correntes pesam sobre mim. Não entendo como cheguei até aqui, sem saber, O que se passa na minha mente, o que é esse prazer? Parece êxtase, nicotina.. Eu não sei o que aconteceu, mas a mente explode e os pulmões também.
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