Sou chuva, sou mar
Eu vou te arrancar pela raiz. Não como um mal, mas como uma planta que já deixei florir. Não é sua culpa, mas vai ser melhor assim. Estranheza, confusão, um caos dentro de mim. Eu não tenho sorte, apenas solidão. Mas quem antes tinha versos tão presos, hoje escreve tudo na maior entonação. Estímulo, coragem... tudo isso você me deu de verdade. De tantas palavras rasas e vagas, hoje são meus gritos de liberdade. Poemas que não faziam sentido, hoje fazem. Que maldade... ou quem sabe não. Olhando pra você, só consigo ver inspiração. Descobri que te esquecer é como tentar apagar um incêndio com um copo d'agua, dá nada... Em vão. Mas você esquece que sou chuva, sou mar. E cara, assim eu consigo apagar! Verônica Thaís.
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