Maldito bom senso
Você sempre foi complicado, um turbilhão de sentimentos, mas que nunca me fizeram entender nada. E eu, pretensiosamente despretensiosa, que faz questão de negar, mas deixa sempre uma dúvida no ar. Eu me lembro, eu te disse as mais belas e estúpidas juras, tentando repelir qualquer pingo de sentimento. E foi aí que errei. Errei em tentar nos privar da insensatez da paixão, com palavras sensatas, me afoguei na loucura do desejo, que agora só sacia minha fome no inalcançável. Você. Você sempre será o meu inalcançável. E agora fico assim, desnorteada, questionando o que será que deu errado, pra você não se apaixonar por mim. Droga! Foi o meu maldito “bom senso.” Dessa vez não me serviu de nada. Verônica Thaís.
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