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V.P

@vcjp · desde 2025

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Besouros–parte II🪲

Hoje brilhou o vagalume com toda a sua força. Brilharam as estrelas com toda a beleza. Brilhou a lua em seu esplendor. Desta vez, o poste é que se apagou pra dar vez a esse espetáculo. E os besouros agora são apenas o que eram: besouros. (Isso é uma continuação do poema "besouros")

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Olhos que falam

Olhos que falam e falam além das palavras. Olhos, janelas que mostram a alma. Olhos que veem muito mais do que se mostra. Olhos silenciosos, mas não mudos... Eles gritam existência.

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Aquele que chama meu nome

Ao cair da noite, no clarim do silêncio, um fosco luar, encoberto por nuvens escuras. Na espessa escuridão que se faz chegar, sinto uma leve brisa a soprar e chamar meu nome.

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O anjo nas nuvens

Eu vi um anjo nas nuvens, com um arco e flecha nas mãos. Mirava a Terra e, enquanto sua flecha vinha em nossa direção, ele olhava sereno, como quem cumpre uma missão. Seus cabelos longos, esvoaçantes ao vento... Eu pude ouvir sua respiração. Batendo suas longas asas, partiu para junto de Deus, então.

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Infância

Ingênua infância 🦸🧚

Quando criança, ouvi meu pai a dizer: “A chuva é Deus chorando porque está triste com a Terra.” Quando criança, ouvi minha mãe a aconselhar: “Menina, ande de chinelo, para um resfriado não pegar.” Quando criança, ouvi de meu pai a ensinar: “Um mais um é dois, e isso não tem como mudar.” Quando criança, ouvi minha mãe a mostrar: “O desenho na Lua é São Jorge com o dragão a lutar.” Enfim, cresci. E, para todas essas coisas, ganhou-se uma explicação. A chuva não é Deus chorando. Eu não pego resfriado só por andar descalço. Um mais um realmente é dois. E, na Lua, não há São Jorge, muito menos dragão... A gente cresce, as ideias mudam, a essência se perde, e a verdade é nua e crua. Não devemos perder o gostinho da infância, nem dissipar tais boas lembranças.

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Desse vinho 🍷

Te ver embriaga meus olhos. Eu fico tonta, minha mente roda pensando em você e meu estômago revira de paixão. Fico arrítmica em sua presença, e sua ausência é morte para mim. Desse vinho desejo beber eternamente.

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Besouros

Não houve estrelas no céu hoje, nem vagalumes para iluminar a escuridão da noite. Apenas besouros que voavam sob a luz de um poste. E estes também brilhavam.

O ato de contemplar

Contemplação é também gratidão. Uma gratidão silenciosa que não precisa de palavras ou atitudes. Apenas estar ali e observar profundamente o que está posto diante dos nossos olhos.

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Atenção

Hoje vi um caminho tomado por folhas, que foram espalhadas pelo soprar dos ventos. Folhas estas, molhadas pela chuva que o mau tempo trouxe. E, em meio à fadiga de mais um dia, ainda pude ver beleza. Beleza esta que se esconde nas coisas simples da vida. ... É preciso ter olhos atentos.

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Drama

A morte de um poeta

A necessidade de um poeta morto para que suas poesias finalmente encontrem outros. Há sempre uma parte do nosso interior que espera reconhecimento. Há outra que deseja permanecer oculta. Poesias só têm valor quando o corpo do poeta já se ausenta do espaço-tempo? Nossos olhos almejam ver as palavras que versamos no papel sendo sopradas por aí. Poesias não são apenas lembranças, mas a vida de um poeta. Tal qual o ouro, que só nos é importante enquanto estamos aqui. Depois que partirmos, não velaremos por nada que foi escrito em vida. Peço-te, ó querido público, ó triste humanidade, que nos consuma enquanto ainda há ar em nossos frágeis pulmões.

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