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Edilmar Sousa

@umaprendizdapoesia · desde 2020

Cearense, nascido em Fortaleza- CE, Brasil, Pedagogo, Mestre e Doutor em Educação pela Universidade Federal do Ceará.

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Poema

SILÊNCIOS GRITANTES

Há   silêncios que gritam Há gritos que silenciam Haverá  alguém  que os ouça? Talvez sim, talvez não Talvez apenas um aprendiz Gritando por dentro Ouvindo sozinho Falando consigo mesmo Ouço um silêncio gritante Grito a quase todo instante Alguém para ouvir ? Não.! Ninguém ouve silêncio Se se queixasse,  reclamaram Por que não  falou nada? Por que  não  disse ? Por que  não  gritou? Por que não chamou? Não sabem ouvir o silêncio Então,  me reservo aos meus silêncios gritantes Grito altamente em silêncio A  poesia  me e acalma por instantes Como aprendiz dos silêncios e e dos gritos, sigo, silenciosamente gritando

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INSURGENTES

Olho-os pela manhã, insurgentes. Não importa o silêncio ou barulho das gentes. Sobem alto nos prédios cantarolando. Não importa alguém dormindo ou acordando. Insurgem-se contra o comodismo. Aproveitam oportunidades, mas não acolhem oportunismo. Insurgem-se contra a fraqueza. Voam para onde encontram Fortaleza. Alimentam-se da natureza. Seres insurgentes e cheios de beleza. Seres que chacoalham o aprendiz na mente. Seres insurgentes que convocam a seguir em frente. Como aprendiz, quero aprender a sua insurgência. Dos pássaros, queria tamanha inteligência. Insurgir-se contra toda indolência. Cantar e voar com resiliência. Quero ser como os pássaros, insurgente. Um outro modo de dizer-se resistente e persistente. Quero insurgir-me contra as dores como um bom sobrevivente. Insurgente como os pássaros, aprendiz e combatente.

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Poema

FALAS DO SILÊNCIO

Entre as poucas e muitas lições que tenho aprendido. O silêncio fala bastante. De modo constante ou por um instante. Fala que alguém está ou não muito bem. Fala que alguém não quer falar ou já  falou o mais importante. Fala que pode ir pode vir sem dizer o que sente. Fala que sim, pois quem cala consente. Fala que não porque tem outro plano em mente. Fala tanto o silêncio e o que nos diz? Fala para escutá-lo como um aprendiz. Fala da saga de quem ser feliz. Fala para captar seus sentidos. Fala que, na dor, nem  sempre há  gemidos . Fala entre muitos zumbidos. Se o silêncio fala, quero compreender. Suas mensagens, quero entender. Suas lições quero aprender. Aprendo também com as falas do silêncio.

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A POESIA

A poesia é  onde o meu espírito vagueia. Ali, aqui ou acolá se perde e se acha  por todo lugar. A poesia é  meu porto  seguro das incertezas. A poesia é  meu lugar de lucidez e devaneios. A poesia me aprisiona e me liberta. A poesia  me leva à loucura. A poesia  me cura. A poesia é um ponto de encontro. Ah!   A poesia é  meu refúgio.

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NÃO SEI, MAS SEI

Todas as coisas para que eu me torne mais. Mais certo de que sou aprendiz. Esta certeza me faz feliz. A vida é  quem me diz. Não sei falar, mas  digo o que penso. Não sei escrever, mas rabisco versos. Não  sei viver, mas estou vivendo. Não  sei nem mesmo aprender, mas sigo aprendendo. Não sei nada, mas aprendo tudo o que está ao me alcance. Não sei, não  sei muitas coisas. Contudo, sei  algo que me conforta viver. Sei a maior verdade que já  aprendi. Sei que a poesia me acalma a alma. Sei que  sou radicalmente aprendiz. Oh! Quão libertador é  saber-me assim. Na chuva, no sol, na tempestade e na bonança. Sim, em todo tempo, sou aprendiz. E Todas as coisas cooperam para eu ser mais.

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PRISIONEIRO DA POESIA

Fui tomado. Estou sendo domado. Uma estranha prisão tem me libertado. Uma estranha liberdade tem me aprisionado. A poesia tem me dominado. O desejo de escrever tem me guiado. O estranho é  me sentir maravilhado. Este domínio me faz um bem danado. Por essa razão, decidi não  me fazer de rogado. Vou remando e rimando para todo lado. Sou livremente prisioneiro da poesia, que tem me sustentado.

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QUANDO

Quando o sorriso é vívido. Quando o abraço é  forte. Quando a experiência é  intensa. Quando o encontro é importante. Quando a paz é  gigante. Quando a alegria é  gritante. Quando é  grande a leveza. Quando vê  uma fortaleza. Quando  a amizade é  certeza. Quando o tempo é  relativo. Quando se sente vivo. Quando é  assim, é  sinal de afeto. Quando o pronome é  do caso reto. Quando eu, tu, ele, nós somos. Quando não importa o que já  fomos. Quando a gente encontra um amigo vibrando. É  assim todos esses quandos.

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DIAS

Pode ser um. Podem ser sete. Podem ser vinte e oito. Podem ser vinte e nove. Podem ser trinta. Podem ser trinta e um. Podem ser trezentos e sessenta e cinco. Podem ser trezentos e sessenta e seis. Podem ser milhares. Podem ser poucos. Podem ser muitos. Não importa, senão  que sejam bons e felizes. Que sejam cada vez melhores. Que assim sejam os dias. Este é o desejo de um aprendiz da poesia. Sorria, você não está sendo filmado. Sorria, pois começa, vive ou encerra mais um dia para a nossa alegria.

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DAS COISAS QUE APRENDI

Das coisas mais liberadoras que aprendi na vida. Admitir que não sei o que,  supostamente, deveria saber. Reconhecer o não  saber como uma possibilidade e não como uma castração do aprender. Perceber-me frágil, mesmo sendo forte. Ser forte respeitando minhas fragilidades. Eu não  preciso ser como o outro e este não tem que ser como eu sou. Meus percursos se dão  por trilhas que desbravo, aprendendo a desbravar. Escrever  me possui e me liberta pois, escrevendo,  sobrevivo. Aprender é  a minha  sina,  pois a identidade de aprendiz me libera para, simplesmente, ser.

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AMANHECER

As manhãs são belas porque demarcam os recomeços. O alvorecer com o cantar dos pássaros  inspira o caminhar sob o esplendor solar. Amanhecer é como envivecer  em cada levantar. Amanhecer é  enxegar as próprias manhas no manejo de viver. Amanhecer  não  é simplesmente ver uma nova manhã. Amanhecer é  emaranhar-se sob a luz do sol  com o afinco de sobreviver. Sim, sobreviver ao entardecer e anoitecer por vir. Afinal, amanhã de manhã virá um novo Amanhecer. E quando Amanhecer,  o vento nos acaricia eos pássaros nos guiam. E quando Amanhecer, já  é  um novo dia. E quando Amanhecer, seguiremos aprendizes do viver sob a luz do sol.

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