Há silêncios que gritam
Há gritos que silenciam
Haverá alguém que os ouça?
Talvez sim, talvez não
Talvez apenas um aprendiz
Gritando por dentro
Ouvindo sozinho
Falando consigo mesmo
Ouço um silêncio gritante
Grito a quase todo instante
Alguém para ouvir ?
Não.! Ninguém ouve silêncio
Se se queixasse, reclamaram
Por que não falou nada?
Por que não disse ?
Por que não gritou?
Por que não chamou?
Não sabem ouvir o silêncio
Então, me reservo aos meus silêncios gritantes
Grito altamente em silêncio
A poesia me e acalma por instantes
Como aprendiz dos silêncios e e dos gritos, sigo, silenciosamente gritando
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Olho-os pela manhã, insurgentes.
Não importa o silêncio ou barulho das gentes.
Sobem alto nos prédios cantarolando.
Não importa alguém dormindo ou acordando.
Insurgem-se contra o comodismo.
Aproveitam oportunidades, mas não acolhem oportunismo.
Insurgem-se contra a fraqueza.
Voam para onde encontram Fortaleza.
Alimentam-se da natureza.
Seres insurgentes e cheios de beleza.
Seres que chacoalham o aprendiz na mente.
Seres insurgentes que convocam a seguir em frente.
Como aprendiz, quero aprender a sua insurgência.
Dos pássaros, queria tamanha inteligência.
Insurgir-se contra toda indolência.
Cantar e voar com resiliência.
Quero ser como os pássaros, insurgente.
Um outro modo de dizer-se resistente e persistente.
Quero insurgir-me contra as dores como um bom sobrevivente.
Insurgente como os pássaros, aprendiz e combatente.
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Entre as poucas e muitas lições que tenho aprendido.
O silêncio fala bastante.
De modo constante ou por um instante.
Fala que alguém está ou não muito bem.
Fala que alguém não quer falar ou já falou o mais importante.
Fala que pode ir pode vir sem dizer o que sente.
Fala que sim, pois quem cala consente.
Fala que não porque tem outro plano em mente.
Fala tanto o silêncio e o que nos diz?
Fala para escutá-lo como um aprendiz.
Fala da saga de quem ser feliz.
Fala para captar seus sentidos.
Fala que, na dor, nem sempre há gemidos .
Fala entre muitos zumbidos.
Se o silêncio fala, quero compreender.
Suas mensagens, quero entender.
Suas lições quero aprender.
Aprendo também com as falas do silêncio.
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A poesia é onde o meu espírito vagueia.
Ali, aqui ou acolá se perde e se acha por todo lugar.
A poesia é meu porto seguro das incertezas.
A poesia é meu lugar de lucidez e devaneios.
A poesia me aprisiona e me liberta.
A poesia me leva à loucura.
A poesia me cura.
A poesia é um ponto de encontro.
Ah! A poesia é meu refúgio.
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Todas as coisas para que eu me torne mais.
Mais certo de que sou aprendiz.
Esta certeza me faz feliz.
A vida é quem me diz.
Não sei falar, mas digo o que penso.
Não sei escrever, mas rabisco versos.
Não sei viver, mas estou vivendo.
Não sei nem mesmo aprender, mas sigo aprendendo.
Não sei nada, mas aprendo tudo o que está ao me alcance.
Não sei, não sei muitas coisas.
Contudo, sei algo que me conforta viver.
Sei a maior verdade que já aprendi.
Sei que a poesia me acalma a alma.
Sei que sou radicalmente aprendiz.
Oh! Quão libertador é saber-me assim.
Na chuva, no sol, na tempestade e na bonança.
Sim, em todo tempo, sou aprendiz.
E Todas as coisas cooperam para eu ser mais.
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Fui tomado.
Estou sendo domado.
Uma estranha prisão tem me libertado.
Uma estranha liberdade tem me aprisionado.
A poesia tem me dominado.
O desejo de escrever tem me guiado.
O estranho é me sentir maravilhado.
Este domínio me faz um bem danado.
Por essa razão, decidi não me fazer de rogado.
Vou remando e rimando para todo lado.
Sou livremente prisioneiro da poesia, que tem me sustentado.
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Quando o sorriso é vívido.
Quando o abraço é forte.
Quando a experiência é intensa.
Quando o encontro é importante.
Quando a paz é gigante.
Quando a alegria é gritante.
Quando é grande a leveza.
Quando vê uma fortaleza.
Quando a amizade é certeza.
Quando o tempo é relativo.
Quando se sente vivo.
Quando é assim, é sinal de afeto.
Quando o pronome é do caso reto.
Quando eu, tu, ele, nós somos.
Quando não importa o que já fomos.
Quando a gente encontra um amigo vibrando.
É assim todos esses quandos.
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Pode ser um.
Podem ser sete.
Podem ser vinte e oito.
Podem ser vinte e nove.
Podem ser trinta.
Podem ser trinta e um.
Podem ser trezentos e sessenta e cinco.
Podem ser trezentos e sessenta e seis.
Podem ser milhares.
Podem ser poucos.
Podem ser muitos.
Não importa, senão que sejam bons e felizes.
Que sejam cada vez melhores.
Que assim sejam os dias.
Este é o desejo de um aprendiz da poesia.
Sorria, você não está sendo filmado.
Sorria, pois começa, vive ou encerra mais um dia para a nossa alegria.
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Das coisas mais liberadoras que aprendi na vida.
Admitir que não sei o que, supostamente, deveria saber.
Reconhecer o não saber como uma possibilidade e não como uma castração do aprender.
Perceber-me frágil, mesmo sendo forte.
Ser forte respeitando minhas fragilidades.
Eu não preciso ser como o outro e este não tem que ser como eu sou.
Meus percursos se dão por trilhas que desbravo, aprendendo a desbravar.
Escrever me possui e me liberta pois, escrevendo, sobrevivo.
Aprender é a minha sina, pois a identidade de aprendiz me libera para, simplesmente, ser.
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As manhãs são belas porque demarcam os recomeços.
O alvorecer com o cantar dos pássaros inspira o caminhar sob o esplendor solar.
Amanhecer é como envivecer em cada levantar.
Amanhecer é enxegar as próprias manhas no manejo de viver.
Amanhecer não é simplesmente ver uma nova manhã.
Amanhecer é emaranhar-se sob a luz do sol com o afinco de sobreviver.
Sim, sobreviver ao entardecer e anoitecer por vir.
Afinal, amanhã de manhã virá um novo Amanhecer.
E quando Amanhecer, o vento nos acaricia eos pássaros nos guiam.
E quando Amanhecer, já é um novo dia.
E quando Amanhecer, seguiremos aprendizes do viver sob a luz do sol.
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