AZIAGO
Maldita melancolia que me acomete todos os dias Só bem sabe o universo quão vasto é o amargor que sinto Ha ainda estes frios tremores E não o bastante da minha fome Da angustia são piores os amargores Quem dera acordar tranquilo por dormir farto Há esses malditos dias vazios Tão cheios de nada Inquietantes Entre mil preocupações Entre infinitas aflições Ainda de pé mesmo que cambaleando Vigorosa é a miséria entre as migalhas Muito vejo, muito escuto;sobre fartura Nem em lembrança reconheço Ah, esperança Uma pequena chama Um pavio curto que dança onde o vento balança Amaldiçoado são esses dias turvos, tão longos, deprimidos e Aziagos.
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