Ínfimo, o fim é sempre vindouro.
Atrativo triste em solidão.
Pensamentos sem flores, envoltos em abraços.
Na plumagem, a dor, a partida, à vinda.
Singela gratidão esboçada pela nova oportunidade na existência.
É o fim em um acordo momentâneo com a eternidade.
É alegre o cunho na elevação da criança adormecida, desde o ventre consciente.
É triste, há presença em idas e vindas… O magnetismo provindo, progredindo, honrado.
Advêm! É água derramada.
E a presença não alcançada.
Almas guardadas em profundezas.
Reconhecer o poder no influenciar é quase paradisíaco, mas é ínfimo.
Espero encontrar...
Um dia materializar aromas, escritos, flores, toques, sensações descritas, emoções inexistentes.
Reconhecer o perfume no tempo.
Talvez.
Deturpa?
Texto publicado em temflor.com
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Não posso escrever o poema desta madrugada; falta-me as palavras que gostaria de expressar. Sobram-me emoções que não são minhas; resta-me soluçar todas as ilusões do mundo.
Por gentileza, devolva-me o calor que aquece os corações. As flores estão encharcadas. Estou fria, congelando. A morada está semelhante a um iglu.
Por mais quanto tempo derramarei lágrimas de outras vítimas? Por quanto mais tempo esperarei por uma cura que não é minha?
Não posso curar o mundo; mal consigo manter-me em pé. Estou enferma! A sociedade me consome, pessoas me devoram, e estou sentada, jogada no canto do quarto, esperando o trem que não virá me levar para outro universo.
É uma epidemia, é endêmico. Estou contaminada, enjaulada, transmitindo vírus, aumentando os sintomas, reproduzindo medos, projetando pesadelos. Sangro tanto que fico "leucêmica"; meu sistema imunológico está degradado.
Não falta tratamento; falta é esperança, falta viver, deixar de sobreviver – de viver na brecha, na observância dos outros. Eu vejo a cura, vejo a doença, não vejo as certezas. Não desejo deixar de ver, de ouvir e de sentir.
Não desejo ver-me fracassar por orgulhos bobos ou ver-me doente por expectativas e decisões ruins... também não quero ver-me partir sem nem escrever a história que D-us projetou.
Queria poder escrever o que necessitas ler, mas faltam-me as letras, estão vagando na mente, em busca de reencontrar o lixo, onde joguei o afeto que cura o mundo. Joguei o amor no lixo, não recordo onde.
Nota: Joguei-me na fogueira, livrei-me com as cinzas; uma hora a flor renasce.
Texto publicado em temflor.com
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