Carta aos meus leitores
Eu sei que às vezes a minha poesia bate com força, e a ferida ainda não está cicatrizada, então dói mais. Mas eu queria te dizer que antes mesmo de doer aí, saiu rasgando da minha garganta. Gritar por liberdade quando está sofrendo dói. Mas quando entendemos que a nossa liberdade também significa amar, fica um pouco menos doloroso. Já ouviu aquela frase: "Por amor eu também fui, amor-próprio", pois é, esse é amor que vai te manter de pé. Eu não tô dizendo que num belo dia você levanta, e dor nenhuma te alcança. Porque muito antes de conseguir levantar, vai doer, se ver no chão e sem forças, é a pior das dores, malditos desamores. Conseguir ficar de pé, mesmo que calejada, já é mostrar o quão forte você é, porque só você sabe o quanto foi difícil mulher. Então vou te dizer que depois de três meses ainda dói, mas não como antes, já não tem mais as malditas fotos na estante, dói por instantes. Eu já consigo sair e me permitir sorrir, sem culpa, por vontade e não desculpa. E mesmo que eu tenha sido dilacerada, assim como você, eu ainda consigo viver. E você também vai conseguir, porque por mais que não consiga acreditar, o melhor está por vir. Abre a janela, se permita ver o mundo de oportunidades que te espera, e mesmo que hoje você ainda não consiga ver beleza lá fora, eu te garanto que o fato de você tentar já é o suficiente pra mandar um pouco dessa dor embora. Um passo de cada vez, e você já não é a mesma de ontem, nem do mês passado. Quando perceber vai estar distraída demais se cuidando, e o passado vai ser mero detalhe, quando o seu sorriso será destaque. E sabe por quê? Porque você merece o melhor da vida, e não resta outra saída, que não seja mostrar ao mundo para o que veio e buscar o que é seu por inteiro ... O direito de ser feliz, mesmo que pra isso tenha que arrancar a sua raiz. No fim, você se lembra que sempre há um novo jardim!
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